Para os tempos que Lhe sucederiam, Jesus, em despedida dos Apóstolos, garantiu a ininterrupta presença do Espírito Santo na Igreja Católica através dos séculos. Está no Evangelho Segundo São João: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Paráclito para que eternamente fique convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,16-17
A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, portanto, contrapondo à Antiga Aliança diz do glorioso Ministério do Espírito Santo, iniciado com o nascimento da Santa Igreja Católica (cf. Ef 5,26), isto é, no Pentecostes (cf. At 2,4): "Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face, embora transitório, quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito?" 2 Cor 3,7-8
E a Primeira Carta de São João, referindo-se ao Sacramento da Crisma, defende o Evangelho original, ensinado oralmente, e explica: "Vós, porém, tendes a Unção do Santo e sabeis todas coisas. Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se em vós permanecer o que ouvistes desde o princípio, também permanecereis vós no Filho e no Pai. E não tendes necessidade de que alguém vos ensine, mas, como Sua unção vos ensina todas coisas, assim é ela verdadeira e não mentira. Permanecei n'Ele, como ela vos ensinou." 1 Jo 2,20.24.27b
Contudo, pela Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo fomos avisados de que espiritualmente viveríamos difíceis tempos, quando muitos abandonam a Igreja Católica Apostólica Romana por causa da proliferação de falsas e tenebrosas doutrinas: "O Espírito expressamente diz que, nos vindouros tempos, alguns hão de apostatar da fé dando ouvidos a embusteiros espíritos e a diabólicas doutrinas, de hipócritas e impostores, marcados na própria consciência com o ferrete da infâmia..." 1 Tm 4,1-2
Pois mesmo diante de verdadeiras chacinas, nem a intercessão dos Santos no Céu, diante do Trono de Deus, será prontamente atendida. É o tempo de Deus que prevalece: "Quando (o Cordeiro) abriu o quinto selo, vi debaixo do Altar as almas dos homens imolados por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: 'Até quando Tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer Justiça e sem vingar nosso sangue contra os habitantes da Terra?' Então foi dada a cada um deles uma branca veste e lhes foi dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam para ser mortos com eles." Ap 6,9-11
