domingo, 15 de março de 2026

A Comunhão

    O Corpo de Cristo, isto é, a Comunhão Eucarística, o Santíssimo Sacramento, é o verdadeiro maná oferecido pelo Pai. No Evangelho Segundo São João, referindo-Se ao maná (cf. Êx 16,14) que os israelitas comeram no deserto, Jesus apontou para Si e disse aos judeus em Cafarnaum, depois que multiplicou pães e peixes num lugar deserto: "Este é o Pão que desceu do Céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste Pão, viverá eternamente.'" Jo 6,58

    Pois sabendo que o mundo só acreditaria na Manifestação do Cristo se enxergasse uma verdadeira União entre os católicos, Jesus derramou Sua Glória sobre os Apóstolos, porque a Santa Igreja Católica é a marca de Sua passagem entre nós e do amor do Deus. Na noite do início de Sua Paixão, Ele rezou ao Pai a Oração da Unidade, da Comunhão da Igreja: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade, e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23

    Ora, Revelando-Se Deus nessa mesma ocasião, momentos antes Ele havia afirmado que essa Unidade com Ele, o que inclui o Pai e o Divino Espirito Santo, pela indivisibilidade da Trindade Santa, é imprescindível à efetiva vida espiritual: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanecer em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto..." Jo 15,5a

    Sempre Se dizendo essencial, pois só Deus é essencial, Ele sentenciou: "... porque sem Mim nada podeis fazer." Jo 15,5b

    E pouco depois da Santa Ceia, Ele havia dito sobre o dia de Sua Ressurreição, afirmando a Comunhão dos Santos: "Naquele dia, conhecereis que estou em Meu Pai, vós em Mim e Eu em vós." Jo 14,20

    A Primeira Carta de São João, de fato, diz que o anúncio do Evangelho tem como finalidade a Comunhão, com Deus e com os irmãos na Igreja Una: "O que vimos e ouvimos, isso agora vos anunciamos para que estejais em Comunhão conosco. Nossa Comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo." 1 Jo 1,3

    Também disse que só o Espírito de Deus, que conduz a Igreja Católica (cf. Jo 16,13), pode levar-nos à verdadeira Comunhão: "Quem observa Seus (Jesus) Mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele. E que Ele permanece em nós, sabemos pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24

    E lembrando o purificador poder do Sangue de Cristo, ele pediu  discernimento àqueles que participam da Santa Eucaristia, e afirmou a Comunhão dos Santos: "Se dizemos que estamos em Comunhão com Deus, e no entanto andamos em trevas, somos mentirosos e não praticamos a Verdade. Mas se caminhamos na Luz, como Ele está na Luz, então estamos em Comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus, Seu Filho, purifica-nos de todo pecado." 1 Jo 1,6-7

    Pois a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios alerta, a quem está em pecado grave, da necessária Confissão antes de comungar da Eucaristia: "Portanto, todo aquele que indignamente comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor, será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe sua própria condenação. Esta é a razão porque entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos." 1 Cor 11,27-30

    Ferrenho defensor da Unidadeeste Apóstolo diz que os membros da Igreja Apostólica, ao participar do Rito Eucarístico, entram em perfeita Comunhão com Cristo, quer dizer, vivem em verdadeira Unidade com Ele e tornam-se um só Corpo: "O Cálice de bênção, que benzemos, não é a Comunhão do Sangue de Cristo? E o Pão, que partimos, não é a Comunhão do Corpo de Cristo? E como há um único Pão, nós, embora muitos, somos um só Corpo, pois todos participamos desse único Pão." 1 Cor 10,16-17

    Com veemência, portanto, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios pedia que usássemos entendimento (cf. Mc 12,30), porque respeitar é diferente de participar: "Não vos atreleis ao mesmo jugo que os infiéis! Pois que afinidade poderia existir entre a Justiça e a iniquidade? Ou que comunhão entre a Luz e as trevas?" 2 Cor 6,14

    Enfim, mencionando a Graça Sacramental, enquanto Sacerdote da Igreja pedia o devido respeito a todos Sacramentos: "Na qualidade de colaboradores de Deus, exortamo-vos a que não recebais Sua Graça em vão." 2 Cor 6,1