quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Espírito de Comunhão

    Se a Comunhão com Deus e com nossos irmãos é possível, isto dá-se pelo Espírito Paráclito que promove a Unidade da Igreja através da Santa Eucaristia. A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios reza: "A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!" 2 Cor 13,13

    Devemos ajudar uns aos outros, portanto, unidos pelo Espírito em oração, como a Carta de São Judas recomenda: "Mas vós, caríssimos, mutuamente vos edificai sobre o fundamento de vossa santíssima . Rezai no Espírito Santo." Jd 20

    De fato, conforme a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, trata-se de muito profunda Comunhão: "... quem se une ao Senhor, com Ele torna-se um só Espírito." 1 Cor 6,17

    Pois a Unção do Espírito de Deus, propriamente o Sacramento da Crisma, nos conduz a Verdade, como a Primeira Carta de São João afirma: "Vós, porém, tendes a Unção do Santo e sabeis todas coisas. ... a Unção que d'Ele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. Mas como Sua Unção vos ensina todas coisas, assim é ela verdadeira e não mentira. Permanecei n'Ele, como ela vos ensinou." 1 Jo 2,20.27

    Os dons do Santo Paráclito, de fato, têm por inafastável fim conduzir-nos à Unidade da fé, porque para isso somos inspirados por um só Espírito, como o Apóstolo dos Gentios prega: "Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só Corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres. E todos fomos impregnados do mesmo Espírito." 1 Cor 12,4.13

    Ora, a Missão da Santa Igreja Católica é a elevação dos filhos de Deus, como os seguidores da tradição de São Paulo atestaram na Carta aos Hebreus: "Porque aqueles que uma vez foram iluminados, saborearam o dom celestial, participaram dos dons do Espírito Santo..." Hb 6,4

    Divina filiação que se realiza através da Divina Adoção operada pelo Santo Paráclito, como foi revelado pela Carta de São Paulo aos Romanos: "Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para ainda viverdes no temor, mas recebestes o Espírito de Adoção, pelo Qual clamamos: 'Aba! Pai!'" Rm 8,15

    Ele afirma o grande diferencial que se estabeleceu pelo Pentecostes, dia no nascimento da Igreja Apostólica, contrastando o Novo e o Antigo Testamento: "A Lei do Espírito de Vida libertou-me, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte. ... pois todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus." Rm 8,2.14

    Porque testemunhar Cristo é uma questão de obediência a Deus, e assim à Verdade. Afirmando a Ressurreição e a Ascensão do Senhor, bem como a Salvação que Ele concede aos arrependidos pelo Sacramento da Confissão dos pecados, São Pedro afirmou perante o conselho dos judeus de Jerusalém como se recebe o Divino Paráclito. Está no Livro de Atos dos Apóstolos: "Destes fatos nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que Lhe obedecem." At 5,32

    E a Igreja Una vive porque se alimenta do Pão da Vida Eterna, pois, falando de Si no Evangelho Segundo São João, Jesus advertia: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes Seu Sangue, não tereis a Vida em vós mesmos." Jo 6,53b

    É o que a Carta de São Paulo aos Gálatas testifica: "Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim." Gl 2,20a

    Ele garante: "Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará a Vida a vossos corpos mortais por Seu Espírito, que em vós habita. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer. Mas se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis..." Rm 8,11.13

    A Igreja fundada por Jesus, portanto, guarda a Sã Doutrina por Sua virtude, que age em Seu Sacerdotes e fiéis. Referindo-se à Revelação, a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo recomenda-lhe: "Guarda o Precioso Depósito, pela virtude do Espírito Santo que em nós habita." 2 Tm 1,14