
Jesus é a personificação do amor de Deus, Cristo Crucificado é a grande prova do amor de Deus, e os verdadeiros católicos são reconhecidos por expressar o amor que é próprio de Deus, ou seja, a Comunhão com Deus, como Nosso Senhor disse dos Apóstolos quando rezou ao Pai, no Evangelho Segundo São João: "Manifestei-lhes Teu Nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu neles." Jo 17,26
É claro, porém, que o amor de Deus é muito superior ao nosso. Nosso Salvador revelou: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu Seu Único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna." Jo 3,16
Mas Ele também veio mostrar quão longe nosso amor, comungando do de Deus, pode ir, o que já foi comprovado por muitos de Seus verdadeiros seguidores, os Santos e mártires: "Ninguém tem maior amor que aquele que dá sua vida por seus amigos." Jo 15,13
Reverberando esse elementar capítulo da Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, a Primeira Carta de São João exortou: "Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu Sua vida por nós. Nós também devemos dar nossa vida por nossos irmãos." 1 Jo 3,16 Pois o verdadeiro amor é o mais precioso bem que tanto o ser humano quanto o próprio Deus pode oferecer. Por isso, sob o risco de se reduzir a uma vida absolutamente sem sentido, dele não se pode descrer. Ao contrário, nele deve-se persistir, tal como Nosso Senhor ensinou: "Como o Pai Me ama, assim Eu também vos amo. Perseverai em Meu amor. Se guardardes Meus Mandamentos, sereis constantes em Meu amor, como Eu também guardei os Mandamentos de Meu Pai e persisto em Seu amor." Jo 15,9-10
Esse amor é a própria marca da Igreja fundada por Jesus, pois retrata sua Unidade, como Ele profetizou: "Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." Jo 13,35
Ele havia indicado Seu amor como meta a ser alcançada, chamando-o de Novo Mandamento: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, assim também deveis amar-vos uns aos outros." Jo 13,34
Contudo, Jesus nunca Se enganou com o mundo, e apontou a
grande apostasia do
fim dos tempos (cf. 2 Ts 2,3), como está no Evangelho Segundo
São Mateus: "E ante o crescente progresso da iniquidade, o amor de muitos esfriará." Mt 24,12
E se o mundo não acredita mais no amor, que ainda pode sentir, como pode acreditar em Deus se
nem sequer O procura? Sem dúvida, só pela Unção do
Espírito de Deus, que se tem nos
Sacramentos do
Batismo e da ,
Crisma, podemos conhecer o verdadeiro amor, como a Carta de
São Paulo aos Romanos afirmou: "... o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado." Rm 5,5
Para que demos frutos, portanto, é preciso
aperfeiçoar-nos na vivência da Graça, e isso só se dá pela concreta e constante prática da negação de si mesmo e da caridade, seja espiritual ou material, como a Carta de São Paulo
aos Colossenses recomenda: "Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada Misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e mutuamente vos
perdoai, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim vós também perdoai. Mas, acima de tudo, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição." Cl 3,12-14
E São João diz do amor como sinal da
presença de Deus, da verdadeira Comunhão com Deus, na Pessoa do
Espírito Santo: "Se mutuamente nos amarmos, Deus permanece em nós e Seu amor em nós é perfeito. Nisto é que conhecemos que
estamos n'Ele e Ele em nós: por Ele nos ter dado Seu Espírito." 1 Jo 4,12b-13