Não resta dúvida de que Jesus elevou à excelência a espiritualidade daqueles que realmente professam fé em Deus. Para começar, durante a Santa Ceia, Nosso Salvador pediu que cultuássemos Seu Sacrifício, graças ao qual temos a remissão dos pecados e o Alimento da Vida Eterna. É do Evangelho Segundo São Lucas: "Fazei isto em memória de Mim." Lc 22,19b
Realmente falava de outra Vida, como disse um dia após a multiplicação de pães e peixes, no Evangelho Segundo São João: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes Seu Sangue, não tereis a Vida em vós mesmos. Assim como o Pai, que Me enviou, vive, e Eu vivo pelo Pai, aquele que comer Minha Carne também viverá por Mim." Jo 6,53b.57
Defendia os mais elevados valores das Escrituras, como quando sentenciou líderes religiosos judeus em Jerusalém na Páscoa em que seria sacrificado. Lê-se no Evangelho Segundo São Mateus: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os mais importantes preceitos da Lei: a Justiça, a Misericórdia, a fidelidade." Mt 23,23a
Emblematicamente, Ele questionou os religiosos judeus no Templo de Jerusalém: "Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a Glória que é só de Deus?" Jo 5,44
Para nossa mais profunda reflexão sobre Suas Palavras, Ele revelou-Se Deus, essencial a nossas vidas, e exortou que mantivéssemos incondicional Comunhão com Ele. Foi na noite em que ia ser entregue: "Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Assim vós tampouco podeis dar fruto se em Mim não permanecerdes." Jo 15,4
Logo no Sermão da Montanha, Ele apontou falsos religiosos como exemplos a serem definitivamente ultrapassados: "Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus." Mt 5,20
E como se viu, Suas metas são elevadas. Aliás, máximas: "Portanto, sede perfeitos, assim como Vosso Pai Celeste é perfeito." Mt 5,48
Mostrou o estreito caminho a ser seguido, que por muitos é desprezado: "Entrai pela estreita Porta, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e são muitos que por ela entram!" Mt 7,13
Ensinava aparentes absurdos desde o início de Sua Missão: "... amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, abençoai aqueles que vos maldizem e rezai por aqueles que vos injuriam." Lc 6,27-28
Acenava, desta forma, para uma vida terrena cheia de adversidades: "Se alguém quiser vir Comigo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-Me." Mt 16,24
E lembrou a Divina Misericórdia, pregando comedimento no proceder para com o próximo: "Sede misericordiosos, como Vosso Pai também é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados. Não condeneis, e não sereis condenados. Perdoai, e sereis perdoados. Dai, e sê-vos-á dado." Lc 6,36-38
Pediu perseverança na oração: "Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que sempre é necessário rezar, sem jamais deixar de o fazer." Lc 18,1
Pregou a caridade, que representará a própria Salvação do católico, como disse na parábola das ovelhas e dos cabritos, uma mostra do Juízo Final: "Perguntá-Lhe-ão os justos: 'Senhor, quando foi que Te vimos com fome e Te demos de comer, com sede e Te demos de beber? Quando foi que Te vimos peregrino e Te acolhemos, nu e Te vestimos? Quando foi que Te vimos enfermo ou na prisão e fomos visitar-Te?' Responderá o Rei: 'Na Verdade, Eu declaro-vos: todas vezes que fizestes isto a um destes Meus pequeninos irmãos, foi a Mim mesmo que o fizestes." Mt 25,37-40
Estabeleceu, enfim, a pureza e a inocência como modelo daqueles que ressuscitarão para a Vida Eterna: "Na Verdade, declaro-vos: se não vos transformardes e não vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será o maior no Reino dos Céus, e aquele que em Meu Nome recebe a um menino como este, é a Mim que recebe." Mt 18,3-6
