domingo, 28 de junho de 2026

A Obra do Espírito Santo

    No Evangelho Segundo São João, Jesus bem descreveu a missão de Seu Espírito, que Se manifestaria logo após Sua Ascensão: "Ele convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em Mim. Ele convencê-lo-á a respeito da Justiça, porque Me vou para junto de Meu Pai e vós já não Me vereis. E convencê-lo-á a respeito do Juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado." Jo 16,9-11

    Por isso, derramou-O sobre os Apóstolos, que são os fundamentos da Santa Igreja Católica (cf. At 1,8; Ef 5,26), para que ela nos conceda a remissão dos pecados mediante o Sacramento da Confissão: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos." Jo 20,22-23

    Ora, é o Santo Paráclito que arremata a Revelação, como o próprio Jesus avisou aos Apóstolos na noite em que ia ser entregue: "Muitas coisas ainda tenho a vos dizer, mas agora não podeis suportá-las. Quando o Paráclito, o Espírito da Verdade vier, Ele ensiná-vos-á toda a Verdade, porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciá-vos-á as coisas que virão." Jo 16,12-13

    É com Ele, pois, que para sempre caminha com a Igreja Apostólica, que podemos entrar na eternidade. Ele conforta no bom combate da , tal qual Nosso Salvador prometeu: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Consolador, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16

    Assim, para um perfeito entendimento da Comunhão da Santíssima Trindade, Deus Pai confirma pela Palavra de Seu Filho e marca pelo fogo de Seu Espírito, o Qual é o selo, a garantia da Salvação. A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios ensina: "Ora, Quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus. Ele marcou-nos com Seu selo e a nossos corações deu o penhor do Espírito." 2 Cor 1,21-22

    De fato, a Primeira Carta de São João igualmente ressalta este sinal de Comunhão com Deus nos membros da Igreja Una: "É nisto que reconhecemos que Ele (Deus) permanece em nós: pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24b

    E a Carta de São Paulo aos Romanos comemora a ação do Divino Paráclito iniciada no dia de Pentecostes, contrastando o Novo e o Antigo Testamento: "A Lei do Espírito de Vida libertou-me, em Jesus Cristo, da Lei do pecado e da morte. O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa Carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na Carne a fim de que a Justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rm 8,2-4

    Mas também adverte: "Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele." Rm 8,9b

    É necessário, pois, através da Unidade promovida na Igreja pela Santíssima Trindade, que, conforme os seguidores da tradição de São Paulo na Carta aos Hebreus, clamemos ao "... Espírito Santo, Autor da Graça!" Hb 10,29

    A Carta de São Paulo aos Efésios expressamente recomenda o uso da oração, dizendo como: "Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6.18

    Pois é no Santo Paráclito, presente em todos Sacramentos, que temos Comunhão com Deus, como ele diz: "... e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!" 2 Cor 13,13b

    Só através d'Ele realmente podemos amar: "E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5

    Afinal, a Primeira Carta de São Pedro diz que a Unção do Espírito de Deus tem por fim exatamente a obediência a Jesus, Cujo Sacrifício Pascal nos purifica. O Príncipe dos Apóstolos (cf. Mt 10,2) reza para que os fiéis sejam: "... santificados pelo Espírito para obedecer a Jesus Cristo, e receber sua parte da aspersão de Seu Sangue." 1 Pd 1,2b