A instituição da Santa Eucaristia é um belo e importantíssimo episódio da Bíblia, que se revive e se atualiza na Santa Missa, a celebração do Dia do Senhor, em latim 'dies Dominicus', que chamamos Domingo (cf. Ap 1,10). Foi feita por Nosso Senhor Jesus Cristo quando ofereceu Sua Carne e Seu Sangue na Santa Ceia, e expressamente pediu que a celebrássemos, como está no Evangelho Segundo São Lucas: "Fazei isto em memória de Mim.'" Lc 22,19b
É, portanto, uma sagrada instituição guardada através dos séculos pela Igreja Viva, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios atesta: "Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: 'Isto é Meu Corpo, que é para vós. Fazei isto em memória de Mim.' Do mesmo modo, depois de haver ceado, também tomou o cálice, dizendo: 'Este Cálice é a Nova Aliança em Meu Sangue. Todas vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de Mim." 1 Cor 11,23,25
Porque ação de graças, em grego 'Eucaristia', é um reconhecimento a Deus pela dádiva que é a Invencível Santa Igreja Católica, como os seguidores da tradição de São Paulo afirmam na Carta aos Hebreus, em referência à Santa Missa: "Sim, possuindo nós um Inabalável Reino, dediquemos a Deus um reconhecimento que Lhe torne agradável nosso culto..." Hb 12,28a
E o sacerdote São Zacarias, pai de São João Batista, havia profetizado que o Advento do Salvador nos possibilitaria celebrá-la: "... de nos conceder que, sem temor, libertados de mãos inimigas, possamos servi-Lo em santidade e Justiça, em Sua presença, todos dias de nossa vida." Lc 1,73b-75
Nesse sentido, São Paulo exorta para estarmos em reais condições de comungar, ou seja, com os pecados devidamente confessados, perdoados e penitenciados: "Portanto, todo aquele que indignamente comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor, será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que O come e O bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe sua própria condenação." 1 Cor 11,27-29
A Carta de São Paulo aos Efésios, ademais, não tem dúvida quanto ao lugar onde devemos agradecer a Deus: "... a Ele seja dada Glória na Igreja..." Ef 3,21
Porque foi para a Santa Missa que o Pai nos reuniu em Cristo: "N'Ele é que fomos escolhidos, predestinados segundo o desígnio d'Aquele que tudo realiza por um deliberado ato de Sua vontade, para servirmos à celebração de Sua Glória, nós que desde o começo voltamos nossas esperanças para Cristo." Ef 1,11-12
Enfatizando a Paixão de Cristo, ele pede-nos: "Como amados filhos, pois, sede imitadores de Deus. Progredi no amor segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós Se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor." Ef 5,1-2
Por isso, os discípulos de São Paulo exortam, mencionando o Livro do Profeta Oseias: "Por Jesus ofereçamos a Deus, sem cessar, sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram Seu Nome (Os 14,2)." Hb 13,15
E tal Comunhão deve realizar-se na Igreja Apostólica, instituída nas pessoas dos Apóstolos, e por estrito intermédio de Seus obedientes Sacerdotes, como a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios ensina: "... podereis exercer toda espécie de generosidade que, por nosso intermédio, será ocasião de agradecer a Deus. ... que se multipliquem as ações de graças a Deus. ... pela obediência que professais ao Evangelho de Cristo..." 2 Cor 9,11-13
A Comunhão Eucarística, portanto, é o maior dos Sacramentos, ao qual todos demais estão ordenados, como Jesus mesmo asseverou no Evangelho Segundo São João: "... se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes Seu Sangue, não tereis a Vida em vós mesmos." Jo 6,53
Ora, no Livro de Êxodo, diz um versículo na sequência dos 10 Mandamentos, quando Deus nos promete Sua vital proteção: "Prestarás culto ao Senhor Teu Deus, e então Eu abençoarei teu pão e tua água, e preservá-te-ei da enfermidade." Êx 23,25
