quinta-feira, 30 de abril de 2026

Deus Católico: Mais Amor!

    Nos termos do Catolicismo, Deus é mais atencioso e mais amoroso Pai. Ele deu-nos mais que especial Mãe, como foi revelado no Livro de Apocalipse de São João: "Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão então começou a atacar o resto de seus filhos, aqueles que obedecem aos Mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus." Ap 12,17-18

    E desde o Pentecostes, o próprio Espírito de Deus tem-se encarregado de ungir nossos Sacerdotes, nossos pais espirituais, como o São Paulo afirma aos anciãos de Éfeso, no Livro de Atos dos Apóstolos, numa das vezes que chama Jesus de Deus: "Cuidai de vós mesmos e de todo rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos para pastorear a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com Seu próprio Sangue." At 20,28

    Pois nossos Padres não casam para que possam levar uma vida plenamente espiritual, e assim dedicar integral atenção à Santa Igreja Católica. No Evangelho Segundo São Mateus, o próprio Jesus havia ensinado: "... há eunucos que a si mesmos fizeram eunucos por amor ao Reino dos Céus." Mt 19,12b

    O Apóstolo dos Gentios, que era convicto celibatário, justificava tal disciplina nestes termos, na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: "Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar a sua esposa." 1 Cor 7,8.32-33

    Somos, pois, uma só Igreja Apostólica, Unidade só é possível graças à própria Glória de Deus, e é a prova da passagem do Salvador entre nós e do amor do Pai pelos Seus. Jesus rezou a Ele, no Evangelho Segundo São João: "Eu dei-lhes a Glória que Tu Me deste, para que eles sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23

    Ela é pura e santa porque Nosso Salvador assim a quer, como se vê na Carta de São Paulo aos Efésios: "... como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a pela Água do Batismo com a Palavra, para a apresentar a Si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito, mas santa e irrepreensível." Ef 5,25b-27

    Ele também garantiu a constante e eterna presença do Espírito Santo, que é outro Consolador, entre os membros da Igreja, como tem sido pelos séculos: "E Eu rogarei ao Pai e Ele dá-vos-á outro Paráclito, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16

    Além de Sua própria presença para além de Sua Onipresença. A instantes de Sua Ascensão aos Céus, Ele afirmou: "Toda autoridade foi-Me dada no Céu e na Terra. Eis que convosco estou todos dias, até a consumação dos séculos." Mt 28,18b.20b

    E que quem realmente O ouve (cf. Mt 28,20), tem Sua inteira proteção: "Minhas ovelhas ouvem Minha voz, Eu conheço-as e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a Vida Eterna. Elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de Minha mão." Jo 10,27-28

    Também temos mais uma chance de purificação, o Purgatório, onde acontecem as punições intermediárias, diferentes das do inferno, que são totais. No Evangelho Segundo São Lucas, Nosso Senhor ensinou: "O servo que, apesar de conhecer a vontade de Seu Senhor, nada preparou e Lhe desobedeceu, será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de Seu Senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes." Lc 12, 47-48a

    Ainda temos os Santos, que intercedem por justiça: "Quando abriu o quinto selo, debaixo do Altar vi as almas dos homens imolados por causa da Palavra de Deus, e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: 'Até quando Tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer Justiça e sem vingar nosso sangue contra os habitantes da Terra?'" Ap 6,9-10

    Temos, enfim, a proteção de um Anjo da Guarda, como foi dito de São Pedro quando foi preso e miraculosamente solto: "Então é seu anjo." At 12,15b

quarta-feira, 29 de abril de 2026

A Igreja Una

    Fato que muitos fingem ignorar ou ignoram, Jesus pediu ao Pai pela perfeita Unidade entre Ele, os Apóstolos e nós, para que a Santa Igreja Católica verdadeiramente viva em Comunhão, tal qual a d'Ele com o Pai e com o Espírito Santo. Está no Evangelho Segundo São João: "Para que todos sejam Um, assim como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti. Para que eles também estejam em Nós: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade..." Jo 17,21a.23a

    Expressamente declarou que é Ele Quem edifica a Igreja Viva, escolhendo por Si mesmo Seus Sacerdotes. E, é importante notar, também declarou que a Igreja é d'Ele, como o Evangelho Segundo São Mateus apontou: "E Eu declaro-te: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja." Mt 16,18a

    Foi categórico sobre a obrigação de juntar com Ele, ao invés de causar divisões: "Quem não está Comigo, está contra Mim. E quem Comigo não ajunta, espalha." Mt 12,30

    Ademais, Ele prometeu que, a partir do Pentecostes, o Espírito Santo, a Terceira Pessoa de Deus, jamais abandonaria a Igreja: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Paráclito, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16

    Disse mais, prometendo à Igreja Apostólica enquanto Comunhão dos Santos: "Se permanecerdes em Mim, e Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo que quiserdes e sê-vos-á feito. Meu Pai é glorificado quando produzis muito fruto, e tornei-vos Meus discípulos." Jo 15,7-8

    E como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios exorta, os dons do Espírito Santo só são doados para beneficiar a própria Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, ninguém recebe dom de Deus para a atacar: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12

    A Igreja Católica, pois, enquanto Corpo Místico de Cristo, é justamente o sustentáculo da Verdade, como se lê na Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo: "... quero que saibas como deves portar-te na Casa de Deus, que é a Igreja de Deus Vivo, coluna e sustentáculo da Verdade." 1 Tm 3,15

    Ora, a Verdade sempre permanecerá com a Igreja Católica Apostólica Romana, como a Segunda Carta de São João diz: "O ancião à Eleita Senhora e a seus filhos, que amo na Verdade. Não somente eu, mas também todos que conheceram a Verdade, por causa da Verdade que em nós permanece e que eternamente ficará conosco." 2 Jo 1,1-2

    E levar a humanidade à Comunhão é a Doutrina da Igreja desde o tempo dos Apóstolos, nas palavras da Primeira Carta de São João: "... porque a Vida se manifestou e nós a temo visto. Damos testemunho e anunciamo-vos a Vida Eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou. O que vimos e ouvimos, nós anunciamo-vos, para que vós também tenhais Comunhão conosco. Ora, nossa Comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo." 1 Jo 1,2-3

    Fidelíssima testemunha, a Carta de São Paulo aos Efésios atesta a Graça da santificação da Igreja: "... Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a pela Água do Batismo com a Palavra, para a apresentar a Si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito, mas santa e irrepreensível." Ef 5,25b-27

    Aos ex-pagãos, o Apóstolo dos Gentios fala com ardor desse espiritual e divino edifício, dessa família de Deus, explicitando o imprescindível auxílio do Espírito Santo: "Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos Santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo Jesus. É n'Ele que todo edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um Santo Templo no Senhor. É n'Ele que vós conjuntamente também entrais, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus." Ef 2,19-22

    Em mais uma defesa dessa coesão, ele diz que cada um recebeu uma função para que nos integremos à Igreja, e assim cheguemos à unidade da fé e à maturidade espiritual, que é a santidade: "A uns Ele (Cristo) constituiu Apóstolos, a outros, profetas, a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do Corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus enganadores artifícios." Ef 4,11-14

terça-feira, 28 de abril de 2026

Maria na Vida Pública de Jesus

    Após Seu Batismo por São João Batista, e voltar a Galileia, Jesus vai a Caná para um Casamento. Antes d'Ele foi convidada Sua mãe, que toma parte da família de amigos diante de um possível vexame, e recorre a Seus milagres, com os quais já estava acostumada. Está no Evangelho Segundo São João: "Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-Lhe: 'Eles já não têm vinho.'" Jo 2,3

    Apesar de ter dito que Sua hora ainda não havia chegado, Maria Santíssima não se demove, pois sabia que a vida pública de Jesus já havia iniciado, e vai aos serviçais, preparando-os para as 'estranhas ordens' que Ele lhes daria: "Disse, então, Sua mãe aos serventes: 'Fazei o que Ele vos disser.'" Jo 2,5

    E assim ela sempre acompanhou Jesus em Sua Missão, desde quando Ele partiu de Nazaré: "Depois disso, desceu para Cafarnaum, com Sua mãe, Seus irmãos e Seus discípulos. E ali só demoraram poucos dias." Jo 2,12

    Tão íntimos eram Eles que, tempos depois, na única viagem de volta a Nazaré, Jesus vai ser identificado apenas como o Filho de Maria. E é por essa passagem, do Evangelho Segundo São Marcos, que incautos alegam que a Santíssima Virgem teria outros filhos e filhas, o que é absolutamente desmentido com a devida identificação de sua parenta de Nazaré, também chamada Maria, nos episódios que envolvem a Crucificação: "Depois, Ele partiu dali e foi para Sua pátria, seguido de Seus discípulos. Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos ouviam-nO e, tomados de admiração, diziam: 'De onde Lhe vem isso? Que Sabedoria é essa que Lhe foi dada e como se operam por Suas mãos tão grandes milagres? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também Suas irmãs?' E ficaram perplexos a Seu respeito." Mc 6,1-3

    E em Suas peregrinações, Nossa Senhora sempre vai estar por perto, como quando Ele definiu a mais ampla família de Deus, no Evangelho Segundo São Mateus: "Jesus ainda falava à multidão, quando veio Sua mãe e Seus irmãos e do lado de fora esperavam ocasião para Lhe falar. Disse-Lhe alguém: 'Tua mãe e Teus irmãos estão aí fora, e querem falar-Te.' Jesus respondeu-lhe: 'Quem é Minha mãe e quem são Meus irmãos?' E apontando com a mão para Seus discípulos, acrescentou: 'Eis aqui Minha mãe e Meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus, esse é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe." Mt 12,46-50

    Assim disse porque, além de sua importantíssima função na Sagrada Família, ela também se encaixa, e perfeitamente, neste ensinamento. O Evangelho Segundo São Lucas registrou do episódio dos pastores de Belém, na noite do Natal: "Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração." Lc 2,19

    E igualmente no dia em que O encontraram no Templo de Jerusalém, ainda aos 12 anos de idade: "Sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração." Lc 2,51

    Pois a divina maternidade, com que foi agraciada, era consequência de sua estrita obediência a Deus, que o próprio Jesus atestou: "Enquanto Ele assim falava, uma mulher levantou a voz em meio ao povo e disse-Lhe: 'Bem-aventurado o ventre que Te trouxe e os seios que Te amamentaram!' Mas Jesus replicou: 'Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a observam!'" Lc 11,27-28

    Enfim, Nossa Senhora vai ser vista ao lado de Jesus até Seus últimos suspiros. E nesta cena vemos a verdadeira mãe dos chamados 'irmãos' de Jesus. Também chamada de irmã, era uma parente sua, esposa de Cléofas, muito provavelmente de Nazaré (cf. Lc 2,44): "Junto à Cruz de Jesus estavam de pé Sua mãe, a irmã de Sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena." Jo 19,25

    São Marcos, descrevendo a mesma cena, vai apontar dois destes 'irmãos' como filhos de Maria de Cléofas: "Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde O depositavam. Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus." Mc 15,47;16,1

    E ainda enquanto estava na Cruz, Jesus vai fazer de Maria mãe de todos Seus discípulos, declarando-a a Nova Eva: "Quando Jesus viu Sua mãe, e perto dela o discípulo que amava, disse a Sua mãe: 'Mulher, eis aí teu filho.' Depois disse ao discípulo: 'Eis aí tua mãe.'" Jo 19,26-27a

    Desde a Crucificação, pois, São João Evangelista, que nenhuma vez menciona o nome de Maria, certamente para em exclusivo a associar à 'Mulher' do Livro de Gênesis, vai tomá-la sob seus cuidados, o que é mais uma evidente prova de que ela não tinha outros filhos, senão teria ido morar com algum deles. Ora, os judeus estavam obrigados a honrar pai e mãe por Mandamento de Deus (cf. Êx 20,12): "E dessa hora em diante, o discípulo levou-a para sua casa." Jo 19,27b

    Assim Nossa Mãe do Céu continuou entre os Apóstolos, discípulos e seguidores de Jesus, como se lê nos registros que antecederam o Pentecostes, que foi o dia do nascimento da Santa Igreja Católica, narrados no Livro de Atos dos Apóstolos: "Todos eles unanimemente perseveravam na oração, junto às mulheres. Entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos d'Ele." At 1,14

segunda-feira, 27 de abril de 2026

A Grande Tribulação

    No Evangelho Segundo São Marcos, confirmando as visões dos Profetas, Jesus diz o que acontecerá a Seu povo, ou seja, à Santa Igreja Católica, durante um específico período antes do Juízo Final: "Porque naqueles dias haverá tribulações tais como nunca houve, desde o princípio do mundo que Deus criou até agora, nem jamais haverá. Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria, mas Ele abreviou-os em atenção a Seus escolhidos." Mc 13,19-20

    De fato, ao profetizar os cósmicos abalos, o Livro do Profeta Joel deixa claro que eles antecedem o Dia do Julgamento: "Que multidão, que multidão no vale do Julgamento! Porque está chegando o Dia do Senhor no vale do Julgamento! O sol e a lua obscurecem-se, as estrelas empalidecem. O Senhor rugirá de Sião, trovejará de Jerusalém, os céus e a Terra serão abalados." Jl 4,14-16a

    O Livro do Profeta Ageu igualmente registrou-os como não definitivos abalos, embora generalizados, falando em grande proveito para a verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, certamente conversões: "Porque isto diz o Senhor dos Exércitos: 'Ainda um pouco de tempo, e abalarei céu e Terra, mares e continentes, sacudirei todas nações. Afluirão riquezas de todos povos e encherei de Minha Glória esta Casa', diz o Senhor dos Exércitos." Ag 2,6-7

    E o Livro do Profeta Zacarias deu voz ao anúncio de uma inimaginável mortandade, quando os sobreviventes serão caprichosamente depurados. Deus mesmo diz: "'Em toda Terra', Oráculo do Senhor, 'dois terços dos habitantes serão exterminados e um terço subsistirá. Mas este terço farei passar pelo fogo. Purificá-lo-ei como se purifica a prata, prová-lo-ei como se prova o ouro.'" Zc 13,7-8a

    O Livro de Apocalipse de São João também menciona um enorme hecatombe, promovido por anjos de Satanás, mas em invertidas proporções e com a continuação da pecaminosidade. Assim foram as revelações de Jesus: "Então foram soltos os quatro anjos que se conservavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano da matança da terça parte dos homens. O número de soldados desta cavalaria era de duzentos milhões. Eu ouvi seu número. E foi assim que eu vi os cavalos e aqueles que os montavam: estes últimos eram couraçados de uma azul e sulfurosa chama. Os cavalos tinham crina como uma juba de leão, e de suas narinas saíam fogo, fumaça e enxofre. E uma terça parte dos homens foi morta por esses três flagelos que lhes saíam das narinas. Mas o restante dos homens, que não foram mortos por esses três flagelos, não se arrependeu das obras de suas mãos. Não cessaram de adorar o Demônio e os ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar. Não se arrependeram de seus homicídios, suas magias, suas prostituições e furtos." Ap 9,15-21

    Décadas após Sua Ascensão, à diocese de Filadélfia em Apocalipse, Nosso Salvador claramente promete proteção durante uma grande provação a toda Terra, pois Suas mensagens têm cunho universal, e também claramente diz de uma resposta a Seu tempo, o tempo de Deus: "Porque guardaste a Palavra de Minha paciência, Eu também te guardarei da hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro, para provar os habitantes da Terra. Venho em breve. Conserva o que tens, para que ninguém tome tua coroa." Ap 3,10-11

    E no Evangelho Segundo São Lucas, em Seus últimos dias entre os Apóstolos, revelou que os maiores tormentos não se iniciariam com a destruição de Jerusalém, mas com o fim da dominação que ela sofreria dos estrangeiros, ou seja, após o fim dos 'tempos dos não judeus': "... e Jerusalém será pisada pelos não judeus, até se completarem os tempos de suas nações. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na Terra, a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda Terra. As próprias forças dos céus serão abaladas." Lc 21,24-26

    Disse, então, da proximidade da ostensiva instauração do Reino dos Céus, quer dizer, o fim do mundo e o Juízo Final: "'Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai vossas cabeças, porque se aproxima vossa libertação.' Ainda acrescentou esta comparação: 'Olhai para a figueira e para as demais árvores. Quando elas lançam os brotos, vós julgais que está perto o Verão. Assim, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, também sabereis que se aproxima o Reino de Deus.'" Lc 21,28-31

domingo, 26 de abril de 2026

O Bom Pastor


    No Livro do Profeta Ezequiel, Deus prometeu que pessoal e bondosamente cuidaria de Suas ovelhas, livrando-as de todo mal: "'Sou Eu que apascentarei Minhas ovelhas, sou Eu que as farei repousar', Oráculo do Senhor Javé. 'A ovelha perdida, Eu procurá-la-ei. A desgarrada, Eu reconduzi-la-ei. A ferida, Eu curá-la-ei. A doente, Eu restabelecê-la-ei, e velarei sobre aquela que estiver gorda e vigorosa. Apascentá-las-ei todas com Justiça.'" Ez 34,11-13.15-16

    Convicto, o Livro de Salmos já cantava convidando à Ação de Graças: "Sabei que o Senhor é Deus: Ele fez-nos e a Ele pertencemos. Somos Seu povo e as ovelhas de Seu rebanho." Sl 99,3

    Jesus, pois, identificou-Se como o Bom Pastor, afirmando no Evangelho Segundo São João: "O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham Vida e a tenham em abundância. Eu sou o Bom Pastor. Conheço Minhas ovelhas e Minhas ovelhas conhecem a Mim, como Meu Pai Me conhece e Eu conheço o Pai. Dou Minha Vida por Minhas ovelhas. Eu dou-lhes a Vida Eterna. Elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de Minha mão." Jo 10,10.14-15.28

    Realmente assim via o mundo, como o Evangelho Segundo São Mateus registrou: "Jesus percorria todas cidades e vilas. Ensinava nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo mal e toda enfermidade. Vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor. Disse, então, a Seus discípulos: 'A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe, que envie operários a Sua messe.'" Mt 9,35-38

    Diante da difícil missão que a Santa Igreja Católica tem, portanto, Ele multiplicou Seus Ministros, pediu orações por mais Sacerdotes e advertiu de perigosos combates. Está no Evangelho Segundo São Lucas: "Depois disso, ainda designou o Senhor setenta e dois discípulos e os mandou, dois a dois, adiante de Si, por todas cidades e lugares para onde Ele tinha que ir. 'Ide! Eis que vos envio como cordeiros entre lobos!'" Lc 10,1.3

    Pois essa era uma antiga promessa de Deus, ainda no Livro do Profeta Jeremias: "Dar-vos-ei pastores segundo Meu coração, os quais vos apascentarão com inteligência e Sabedoria. Escolherei para elas pastores que as apascentarão, de sorte que não tenham receios nem temores, e já nenhuma delas se extravie - Oráculo do Senhor." Jr 3,15;23,4

    E outra vez Nosso Salvador disse-Se o Pastor, evocando o Livro do Profeta Zacarias, pouco antes de ser preso no Horto das Oliveiras. Era mais um anúncio do 'sinal de contradição', da 'Morte' do Messias que 'confundiria' a muitos: "Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda, porque está escrito: 'Ferirei o Pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).' Mas depois de Minha Ressurreição, Eu precedê-vos-ei em Galileia." Mt 26,31-32

    Por sinal, os Santos vistos no Céu pelas revelações do Livro de Apocalipse de São João, eram de todas nações. E de novo Jesus é apontado como Pastor: "Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua. Conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de brancas vestes e palmas na mão, e bradavam em alta voz: 'A Salvação é obra de Nosso Deus, que está sentado no trono, e do Cordeiro.' Aquele que está sentado no trono abrigá-los-á em Sua Tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será Seu Pastor e levá-los-á às fontes das Águas Vivas. E Deus enxugará toda lágrima de seus olhos." Ap 7,9-10.15b-16

    Já os seguidores da tradição de São Paulo, na Carta aos Hebreus, tacitamente reconhecem Jesus como Deus, pois Lhe rendem Glória: "E o Deus da Paz que, no Sangue da Eterna Aliança, ressuscitou dos mortos o Grande Pastor das ovelhas, Nosso Senhor Jesus, queira dispor-vos ao bem e conceder-vos que cumprais Sua vontade, realizando Ele próprio em vós o que é agradável a Seus olhos, por Jesus Cristo, a Quem seja dada a Glória por toda eternidade. Amém." Hb 13,20-21

    Contudo, Ele também afirmou que nem todos pertencem a Seu rebanho, falando aos judeus aferrados a suas incredulidades: "As obras que faço em Nome de Meu Pai, estas dão testemunho de Mim. Entretanto, não credes, porque não sois de Minhas ovelhas.'" Jo 10,24-26

sábado, 25 de abril de 2026

São Marcos Evangelista

 

    A primeira menção bíblica a São Marcos é quando o Príncipe dos Apóstolos, libertado por seu Anjo da Guarda da prisão imposta por Herodes Antipas, vai deixar um recado numa casa em Jerusalém, onde a Santa Igreja Católica rezava por ele, achando que ainda estava preso e seria martirizado (cf. At 12,19). De fato, havia poucos dias, esse tetrarca de Galileia mandara matar São Tiago Maior, irmão de São João Apóstolo, à espada (cf. At 12,2). É do Livro de Atos dos Apóstolos: "(Pedro) Refletiu um momento e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitos se tinham reunido e faziam oração." At 12,12

    E é certo que São Barnabé e São Paulo já o levavam consigo desde suas primeiras missões: "Tendo Barnabé e Saulo concluído sua missão, voltaram de Jerusalém (para Antioquia), consigo levando João, que tem por sobrenome Marcos." At 12,25

    Ele estava em tão santa companhia quando partiram de Antioquia para Chipre, sob a guia do Divino Paráclito, em determinação dada durante uma Santa Missa: "Enquanto celebravam o Culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: 'Separai-Me Barnabé e Saulo para obra a que os tenho destinado.' Chegados a Salamina, pregavam a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Com eles tinham João, para os auxiliar." At 13,2.5

    E foi na região de Panfília que São Marcos, por injustificável motivo segundo São Paulo, os abandonou: "Paulo e seus companheiros navegaram de Pafos e chegaram a Perge, em Panfília, de onde João, apartando-se deles, voltou a Jerusalém." At 13,13

    Logo após o Concílio de Jerusalém, e a apresentação de sua resolução na cidade de Antioquia, que dizia não ser necessário circuncidar os cristãos vindos do paganismo, São Paulo queixou-se a São Barnabé desta atitude de São Marcos, e não mais o queria consigo em missão. Tal fato causou uma momentânea ruptura entre estes 'Apóstolos', mas, como desígnio de Deus, em muito acabou aumentando a área à qual eles serviam, e São Paulo passou a se acompanhar de São Silas, também chamado São Silvano, ministrando o Sacramento da Crisma: "Ao termo de alguns dias, disse Paulo a Barnabé: 'Tornemos a visitar os irmãos por todas cidades onde temos pregado a Palavra do Senhor, para ver como estão passando.' Barnabé queria levar consigo João, que tinha por sobrenome Marcos. Paulo, porém, achava que não devia ser admitido quem se tinha separado deles em Panfília, e não os havia acompanhado no Ministério. Houve tal discussão que se separaram um do outro, e Barnabé, consigo levando Marcos, navegou para Chipre. Paulo, porém, tendo escolhido Silas, e depois de ter sido recomendado pelos irmãos à Graça do Senhor, partiu. Ele percorreu Síria, Cilícia, confirmando as igrejas." At 15,36-40

    Ficou claro, entretanto, que a desavença entre o Apóstolo dos Gentios e São Marcos foi resolvida, pois a Carta de São Paulo aos Colossenses o recomenda, deixando um registro de que nosso Santo lhe servia enquanto esteve preso pela primeira vez em Roma. Certamente lhe cabia a função de divulgar suas prédicas e manter seu contato com os católicos romanos, que viviam a na clandestinidade mas ajudavam a suprir suas necessidades: "Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé, a respeito do qual já recebestes instruções. Se este for ter convosco, bem o acolhei." Cl 4,10

    Ainda nesta prisão, há menção a São Marcos na Carta de São Paulo a Filêmon, porém deixa claro que ele não estava preso consigo, mas colaborava na divulgação do Evangelho (cf. Fm 13) com o distintivo de primeiro da lista: "Enviam-te saudações Epa­fras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores." Fm 23-24

    Na Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, nosso Apóstolo, já bem próximo de sua morte, dá bom testemunho de São Marcos e pede-o para os serviços da Igreja Una, seguramente da Palavra: "Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é bem útil para o Ministério." 2 Tm 4,11

    Contudo, o mais importante registro bíblico sobre São Marcos, por ajudar a o identificar como o escritor do 'Evangelho Segundo São Pedro', está mesmo na Primeira Carta de São Pedro. Ele fala da igreja de Roma, seu bispado, e a São Marcos se refere com especial carinho: "A igreja escolhida de Babilônia saúda-vos, assim como também Marcos, meu filho." 1 Pd 5,13

sexta-feira, 24 de abril de 2026

A Purificação do Coração

    Apontado no Evangelho Segundo São Mateus, o Sermão da Montanha indicou o Caminho para aqueles que realmente querem ser felizes já aqui na Terra, e assim na Vida Eterna. Jesus afirmou que uma das qualidades de Seus seguidores: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!" Mt 5,8

    Sem dúvida, Deus quer nosso coração por inteiro, e não apenas parte dele. No Evangelho Segundo São Marcos, Nosso Senhor menciona uma importante passagem do Livro de Deuteronômio: "O primeiro de todos Mandamentos é este: Ouve, Israel. O Senhor Nosso Deus é o único Senhor. Amarás ao Senhor Teu Deus de todo teu coração...(Dt 6,4s)" Mc 12,29-30b

    Por isso, o rei Davi já cantava no Livro de Salmos: "Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. Ó Meu Deus, criai em mim um puro coração, e renovai-me com um Espírito de firmeza. Meu sacrifício, ó Senhor, é um contrito espírito, um arrependido e humilhado coração, ó Deus, que não haveis de desprezar." Sl 50,4.12.19

    Eis que a Carta de São Tiago exorta: "Sede submissos a Deus. Resisti ao Demônio, e ele fugirá para longe de vós. Aproximai-vos de Deus, e Ele aproximar-Se-á de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai vossos corações, ó homens de dupla atitude." Tg 4,7-8

    E a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo recomenda-lhe fugir das tentações, buscando as coisas do Alto em companhia daqueles que participam da Santa Missa: "Foge das paixões da mocidade, com empenho busca Justiça, a fé, a caridade e a Paz, junto àqueles que invocam o Senhor com pureza de coração." 2 Tm 2,22

    De fato, Nosso Salvador aponta o coração como fonte dos pecados com os quais desastrosamente consentimos, portanto espelho de nossa índole moral: "Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias." Mt 15,19

    Porque a pureza de coração só pode existir na humildade, como Ele ensinou ainda no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados aqueles que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,3

    Esse é o exemplo que Ele nos deu através de Seu viver: "Tomai Meu jugo sobre vós e recebei Minha Doutrina, porque Eu sou manso e humilde de coração, e achareis o repouso para vossas almas." Mt 11,29

    E só um coração previamente tocado por Deus está apto para acolher Sua Palavra e dar frutos, como explicou na parábola do Semeador (cf. Mt 13,37), no Evangelho Segundo São Lucas: "A (semente) que caiu na boa terra são aqueles que ouvem a Palavra com reto e bom coração, a retêm e dão fruto pela perseverança." Lc 8,15

    A purificação do coração acontece, pois, por três atributos. Pela Caridade. Jesus ensinou: ""... dai em esmola do que possuís, e para vós tudo será purificado." Lc 11,41

    A Primeira Carta de São Pedro evoca o Livro de Provérbios: "Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre uma multidão dos pecados (Pr 10,12)." 1 Pd 4,8

    Pela Castidade. Jesus disse: "... todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou em seu coração." Mt 5,28

    Desde os primórdios, pelos Dez Mandamentos, Deus já exigia espiritual continência. Está no Livro de Êxodo: "... não cobiçarás a mulher de teu próximo..." Êx 20,17b

    E pela Verdade. No Evangelho Segundo São João, Nosso Senhor sentenciou: "Todo aquele que é da Verdade, ouve Minha voz." Jo 18,37

    Autor da Graça (cf. Hb 10,29), o Espírito Santo foi chamado por Jesus de 'Espírito da Verdade', mas também deixou claro que Ele só está disponível para a Santa Igreja Católica: "É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,17

quinta-feira, 23 de abril de 2026

"Primeiro deve Vir a Apostasia"

    A Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses profetizou um tempo especificamente difícil, a manifestação de um terrível anticristo, pelo poder do inimigo, que acontecerá depois da apostasia, quer dizer, depois que uma parte da humanidade renegar a : "Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no Templo de Deus e se apresentar como se fosse Deus. Não vos lembrais de que vos dizia estas coisas, quando ainda estava convosco? Agora perfeitamente sabeis aquele que o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo." 2 Ts 2,3-6

    E na Carta aos Hebreus, os seguidores da tradição de São Paulo dizem o que a apostasia representa: "Depois de termos recebido e conhecido a Verdade, se voluntariamente a abandonarmos, já não haverá sacrifício para expiar este pecado. Só teremos que esperar um tremendo Juízo e o ardente fogo que há de devorar os rebeldes. Quanto pior castigo julgais que merece quem calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o Sangue da Aliança, no Qual foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, Autor da Graça!" Hb 10,26-27.29

    De fato, esse abandono da fé havia sido previsto pelo próprio Jesus, no Evangelho Segundo São Lucas, quando perguntou aos Apóstolos falando de Sua Volta Triunfal: "Mas, quando o Filho do Homem vier, acaso achará fé sobre a Terra?" Lc 18,8b

    Ora, o Apóstolo dos Gentios diz que a prisão do inimigo não faz cessar o mal que aflige a Terra, que se dá pela atividade das pessoas que de alguma forma lhe servem, ou seja, do joio por ele semeado (cf. Mt 13,39): "Porque o mistério do mal já está em ação, apenas esperando o afastamento daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus destruí-lo-á com o sopro de Sua boca, e aniquilá-lo-á com o resplendor de Sua Vinda. A manifestação do ímpio será acompanhada, pela atividade de Satanás, de toda sorte de enganadores portentos, sinais e prodígios. Ele usará de todas seduções do mal para com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à Verdade que teria podido salvá-los. Por isso, Deus enviá-lhes-á um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos que não deram crédito à Verdade, mas consentiram no mal." 2 Ts 2,7-12

    A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo volta a falar dessa afronta à fé e dessa colaboração dada pelo ser humano: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um difícil período. Os homens tornar-se-ão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbosrebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão de sua autoridade. Como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim estes homens de pervertido coração, reprovados na fé, também tentam resistir à Verdade. Mas não irão longe, porque a todos será manifesta sua insensatez, como o foi a daqueles dois." 2 Tm 3,1-5a.8-9

    E a Primeira Carta de São João aponta, na confirmação da passagem de Jesus entre nós, a ação do Espírito Santo, bem como a dos espíritos do mal: "Nisto reconhece-se o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo Se encarnou, é de Deus. E todo espírito que não proclama Jesus, esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e agora já está no mundo." 1 Jo 4,2-3

    Ele já denunciava anticristos nas primeiras décadas, em gente que renegou a Santa Igreja Católica, verdadeiramente falsos profetas, pois a passagem do Cristo, que nos concedeu o Sacramento da Crisma, é o início dos últimos tempos: "O mundo passa com suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente. Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvistes dizer que o Anticristo vem. Eis que já há muitos anticristos, por isto conhecemos que é a última hora. Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, certamente ficariam conosco. Mas isto dá-se para que se conheça que nem todos são dos nossos. Vós, porém, tendes a Unção do Santo e todos possuís a ciência. Não vos escrevi como se ignorásseis a Verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira vem da Verdade." 1 Jo 2,17-21

quarta-feira, 22 de abril de 2026

As Preocupações do Mundo

    Na parábola do Semeador, narrada no Evangelho Segundo São Marcos, Jesus revela quem somos e o quanto realmente confiamos na Palavra de Deus. E as preocupações aí aparecem como um grande impedimento à : "Outros ainda recebem a semente entre os espinhos. Ouvem a Palavra , mas as mundanas preocupações, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças sufocam-na e tornam-na infrutífera." Mc 4,18-19

    Assim, cumpridas nossas obrigações, temos que confiantemente nos entregar nas mãos de Deus, nos abandonar à Divina Providência, pois se não podemos viver como preguiçosos, que presunçosamente tudo esperam, também não podemos viver como neuróticos, ciosos do que não podemos controlar. Ele alertava das inerentes aflições de um cristão, que requerem a virtude da fortaleza, no Evangelho Segundo São Mateus: "Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá suas próprias preocupações. A cada dia basta seu mal." Mt 6,34

    No Evangelho Segundo São Lucas, Ele pedia que cuidássemos da alma e da fé, sem nos entregarmos nem a falsos prazeres nem a mundanos cuidados. Ou seja, de estar prontos, seja para o Juízo Particular, seja o Juízo Final: "Velai sobre vós mesmos para que vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, com a embriaguez e com as preocupações da vida. Para que Aquele Dia não vos apanhe de improviso." Lc 21,34

    Garantiu o total controle e do amor de Deus: "Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de Vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós." Mt 10,29-31

    A própria vida de Jesus, aliás, já demonstrava a condição de auto-abandono em que vivem os verdadeiros servos de Deus: "Nisto, d'Ele aproximou-se um escriba e disse-Lhe: 'Mestre, segui-Te-ei aonde quer que fores.' Respondeu Jesus: 'As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.'" Mt 8,19-20

    Pois só o pleno cumprimento de Sua Missão Lhe saciava, como lemos no Evangelho Segundo São João: "Entretanto, os discípulos pediam-Lhe: 'Mestre, come.' Mas Ele disse-lhes: 'Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.' Os discípulos perguntavam uns aos outros: 'Alguém Lhe teria trazido de comer?' Disse-lhes Jesus: 'Meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou, e cumprir Sua obra.'" Jo 4,31-34

    Em compensação, à Santa Igreja Católica, não ao mundo, Ele prometeu mais uma sobrenatural unção: "Deixo-vos a Paz, dou-vos Minha Paz. Não é à maneira do mundo que Eu a dou. Não se perturbe, nem se atemorize vosso coração." Jo 14,28

    Contra todas atribulações, portanto, Ele recomendou perseverança, na noite em que ia ser entregue, e que n'Ele crêssemos como cremos em Deus: "Não se perturbe vosso coração. Vós credes em Deus, crede também em Mim." Jo 14,1

    Por sua vez, a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo exalta a religiosidade em combinação com o desapego material: "Sem dúvida, de grande proveito é a piedade, porém quando acompanhada de espírito de desprendimento. Porque nada trouxemos ao mundo, e tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto." 1 Tm 6,6-8

    Já a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios assume nossa natural fragilidade e dá exemplo de resignação, ensinando da lógica inversa de Jesus: "Portanto, prefiro gloriar-me de minhas fraquezas, para que em mim habite a força de Cristo. Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor a Cristo. Porque, quando me sinto fraco, então é que sou forte." 2 Cor 12,9b-10

    E a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo relembra a Graça que se recebe pelo Sacramento da Crisma: "Por esse motivo, eu exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição de minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de tibieza, mas de fortaleza, de amor e de Sabedoria." 2 Tm 1,6-7

    Enfim, apontando os perigos da permissividade, a Primeira Carta de São Pedro exorta à confiança em Deus: "Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte em oportuno momento. Confiai-Lhe todas vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o Demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. O Deus de toda Graça, que em Cristo vos chamou a Sua Eterna Glória, depois que tiverdes padecido um pouco, aperfeiçoá-vos-á, torná-vos-á inabaláveis, fortificá-vos-á." 1 Pd 5,6-10

terça-feira, 21 de abril de 2026

O Pequeno Resto

    Deus sempre Se valeu de pequenos restos, às vezes mesmo de uma só pessoa, para realizar Seus projetos entre nós, e assim salvar nossas almas. Assim foi com Noé e um reduzido grupo de pessoas, ao reiniciar a povoação da Terra, estabelecendo uma Aliança. A Segunda Carta de São Pedro observa: "Pois se Deus... não poupou o mundo antigo, e só preservou oito pessoas, dentre as quais Noé, esse pregador da Justiça, quando desencadeou o dilúvio sobre um mundo de ímpios..." 2 Pd 2,5

    Assim foi ao fundar a nação que se tornaria Israel, o povo escolhido para levar ao mundo a mensagem do Deus Único, que começou com três protagonistas conforme o Livro de Gênesis: "Abrão partiu como o Senhor lhe tinha dito, e Lot foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos, quando partiu de Harã. Tomou Sarai, sua mulher, e Lot, filho de seu irmão, assim como todos bens que possuíam e os escravos que tinham adquirido em Harã, e partiram para a terra de Canaã." Gn 12,4-5

    Assim foi quando Deus adiou a destruição de Sodoma, por causa de apenas dez justos que lá viviam: "Abraão replicou: 'Que o Senhor não Se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados apenas dez?' E Deus respondeu: 'Não a destruirei por causa desses dez.'" Gn 18,32

    Assim foi quando Deus libertou os israelitas que sobreviveram ao jugo dos assírios, como está no Livro do Profeta Isaías: "Naquele tempo, o restante de Israel e os remanescentes da Casa de Jacó deixarão de se apoiar naquele que os fere, mas com confiança apoiar-se-ão no Senhor, o Santo de Israel. Um resto voltará, um resto de Jacó, para o Deus forte. Ainda que teu povo fosse inumerável como a areia do mar, dele só voltará um resto. A destruição está resolvida, a Justiça transborda." Is 10,20-22

    Ele disse no Livro do Profeta Jeremias, predizendo a destruição de Jerusalém e o exílio em Babilônia: "Reunirei o que restar de Minhas ovelhas, espalhadas pelos países em que as exilei, e trá-las-ei para as pastagens em que hão de se multiplicar. Eu estabelecerei pastores para elas, que as apascentarão..." Jr 23,3

    Tal condição do povo de Deus, como se vê, é quase uma constante nas revelações feitas aos Profetas. No Livro do Profeta Ezequiel, disse sobre a mesma situação: "Todavia, Eu deixá-vos-ei um resto quando vos tiver dispersado entre as nações. Os sobreviventes que escaparem ao massacre recordar-se-ão de Mim em meio aos gentios, para onde tiverem sido deportados." Ez 6,8-9a

    E assim será depois dos dias da Grande Tribulação, como o Livro do Profeta Joel anunciou, por força do Ministério do Espírito Santo (cf. Jl 3,1): "Mas todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo, porque, sobre o monte Sião e em Jerusalém, haverá um resto, como o Senhor disse, e entre os sobreviventes estarão aqueles que o Senhor tiver chamado." Jl 3,5

    Ou como quando Deus contava com apenas uma pessoa, como foi com o grande Profeta Elias, que teve que se refugiar no monte Horeb, na leitura do Primeiro Livro de Reis: "Porque os israelitas abandonaram Vossa Aliança, derrubaram Vossos altares e passaram Vossos Profetas a fio da espada. Só eu fiquei, e querem tirar-me a vida.'" 1 Rs 19,10a

    Ora, assim foi com o próprio Jesus, o Rebento de Davi, que não era Salomão, como o Livro de Eclesiástico reafirmou: "Mas Deus não esqueceu Sua Misericórdia, não destruiu nem aniquilou Suas obras; não arrancou pela raiz a posteridade de Seu eleito, não exterminou a raça daquele que ama o Senhor. Ao contrário, deixou um resto a Jacó, e a Davi um Rebento de sua raça. E Salomão teve um fim semelhante ao de seus pais." Eclo 47,24-26

    Assim foi com com o Príncipe dos Apóstolos, nosso primeiro Papa, como Nosso Salvador disse no Evangelho Segundo São Lucas, pouco antes de ser crucificado. Ele confiou a embrionária Santa Igreja, na pessoa de Apóstolos, discípulos e seguidores, em suas mãos: "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para peneirar como o trigo. Mas Eu roguei por ti, para que tua não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma teus irmãos." Lc 22,31-32

    Aliás, Ele já tinha alertado a todos os Seus para esse agir de Deus: "Não tenhas medo, pequeno rebanho, porque foi do agrado de Vosso Pai dar-vos o Reino." Lc 12,32

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Pensar, Falar e Fazer

    Jesus muito reclamava da hipocrisia dos religiosos de então e, no Evangelho Segundo São Mateus, vai referir-Se ao inferno como o "... destino dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes." Mt 24,51b

    Porque triste daquele que:
    - fala mas não faz, e sequer pode pensar no que falou;
    - faz mas não pensa, e sequer pode falar o que fez; ou,
    - pensa mas não fala, e sequer pode fazer o que pensou.

    Nossos pensamentos, palavras e ações, portanto, devem estar em coerência entre si, guardar a unidade interior, assim como há Comunhão entre os desígnios do Pai, a Palavra de Jesus e a moção do Espírito Santo. Sobre o pensar, no Livro de Salmos, assim canta o primeiro: "Feliz o homem que não vai ao conselho dos injustos... seu prazer está na Lei do Senhor, e nela medita de dia e de noite." Sl 1,2a.2b

    A Carta de São Paulo aos Filipenses ensina: "Além disso, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, tudo que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos." Fl 4,8

    O Livro de Sabedoria, pois, prevê o afastamento do Divino Paráclito: "A Sabedoria não entrará na perversa alma, nem habitará no corpo sujeito ao pecado. O Espírito Santo Educador das almas fugirá da perfídia, afastar-Se-á de insensatos pensamentos, e a iniquidade que está por vir, repeli-Lo-á." Sb 1,4-5

    Para ilustrar a importância do bem pensar, Nosso Senhor, no Evangelho Segundo São Lucas, questionou como executamos nossos projetos: "Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que a acabar?" Lc 14,28

    Sobre o falar, a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo recomendou-lhe: "Empenha-te em em apresentar diante de Deus como homem digno de aprovação, operário que não tem de que se envergonhar, íntegro distribuidor da Palavra da Verdade. Procura esquivar-te das frívolas conversas dos mundanos, que só contribuem para a impiedade. As palavras dessa gente destroem como a gangrena." 2 Tm 2,15-17a

    E lembrando o Corpo Místico de Cristo, a Carta de São Paulo aos Efésios recomendou a todos: "Por isso, renunciai à mentira. Cada um fale a Verdade a seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Nenhuma má palavra saia de vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja àqueles que ouvem." Ef 4,25.29

    Nosso Salvador ensinou-nos a obrigação de dar testemunho do bem, de bem falar do que é correto e das boas obras das pessoas. A palavra 'bênção' vem de 'bendição', de 'bendizer', e deve ser usada a despeito da situação: "... bendizei aqueles que vos maldizem e rezai por aqueles que vos injuriam." Lc 6,28

    E acusou a fonte das más palavras, ao acusar os fariseus: "Raça de víboras, maus como sois, como podeis dizer boas coisas? Porque a boca fala daquilo que lhe transborda do coração." Mt 12,34

    Quanto ao fazer, Ele recomendou discrição até mesmo na prática da caridade: "Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles." Mt 6,1

    Conhecedor de nossas dificuldades de entendimento, Ele deixou-nos a chamada Lei de Ouro: "O que quereis que os homens vos façam, também o fazei a eles." Lc 6,31

    Em Seu agir, o próprio Jesus demonstrava total compromisso com os planos do Pai, como está no Evangelho Segundo São João: "Meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e cumprir Sua obra." Jo 4,34

    E o Apóstolo dos Gentios exortou: "Fazei todas coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, íntegros filhos de Deus em meio a uma depravada e maliciosa sociedade, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a Palavra da Vida." Fl 2,14-16a

domingo, 19 de abril de 2026

Papa e Padres

    Deus 'católico' deu-nos pais espirituais: nossos Sacerdotes são, por e amor, chamados de Padres, e o Sumo Pontífice de Papa, pois, independentemente de seus erros, plenamente representam o Pai do Céu, como a Carta de São Paulo aos Romanos afirmou: "Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis." Rm 11,29

    A Carta de São Paulo aos Colossenses atesta que é Jesus Quem age por Seus verdadeiros Ministros: "A Ele (Cristo) é que anunciamos, admoestando todos homens e instruindo-os em toda Sabedoria, para tornar todo homem perfeito em Cristo. Eis a finalidade de meu trabalho, a razão porque luto, auxiliado por Sua força que poderosamente atua em mim." Cl 1,28-29

    Este Apóstolo diz do Sacramento da Confissão, o dom de fazer o ser humano renascer, na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: "Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! Tudo isso vem de Deus, que, por Cristo, Consigo nos reconciliou e nos confiou o Ministério desta Reconciliação." 2 Cor 5,17-18

    Afirma o poder do Santo Paráclito em sua obra: "Tenho motivo de me gloriar em Jesus Cristo, no que diz respeito ao serviço de Deus. Porque não ousaria mencionar ação alguma que Cristo não houvesse realizado por meu Ministério, para levar os pagãos a aceitar o Evangelho, pela Palavra e pela ação, pelo poder dos milagres e prodígios, pela virtude do Espírito." Rm 15,17-19a

    Chama-o de Ministério do Espírito Santo, que é o próprio Ministério da Santa Igreja Católica: "Ele (Deus) é que nos fez aptos para sermos Ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal Glória... quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito?" 2 Cor 3,6-7a.8

    E para tanto a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios rezava: "Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus." 1 Cor 4,1

    Ora, referindo-se a Jesus, São João Batista atestou a plena presença do Espírito Santo em Seus escolhidos, no Evangelho Segundo São João: "Com efeito, Aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque Ele concede o Espírito sem medidas." Jo 3,34

    Pois não são eles que escolhem seguir Cristo, mas exatamente o contrário, como Ele mesmo disse aos Apóstolos ao garantir-lhes o resultado de seus ofícios para a eternidade: "Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu escolhi-vos e constituí-vos para que vades e produzais fruto, e vosso fruto permaneça." Jo 15,16a

    Por isso, o Apóstolo dos Gentios questionava qualquer vacilação dos romanos, e assegurava: "Quem poderia acusar os escolhidos de Deus? É Deus Quem os justifica!" Rm 8,33

    Assumindo sua paternidade espiritual, ele também vai reclamar dos cristãos da cidade de Corinto: "Com efeito, ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais. Ora, fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho." 1 Cor 4,15

    Nossos Sacerdotes, ademais, vivem a pobreza evangélica (cf. Mt 5,3). No Evangelho Segundo São Lucas, desde o chamado dos Apóstolos Jesus pediu discípulo "... que tenha abandonado, por amor ao Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos..." Lc 18,29

    Ele já havia sentenciado: "Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo." Lc 14,33

    Atualmente, eles estudam em média por oito anos e recebem o Sacramento da Ordenação por Bispos que seguem a mesma e fiel sucessão desde os Apóstolos até os dias de hoje, como a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo lhe determinou, exaltando a Sagrada Tradição: "O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros." 2 Tm 2,2