A coroa é um sinal de régio poder, assim como o cetro, o trono e o próprio reino. E é isso que Deus nos promete, porém na forma de leigo ou ordenado Sacerdócio, ou seja, de sagrado ofício, que é plenamente vivido em nome das coisas santas por aqueles que alcançam a santidade. É o que foi revelado pelas visões do Livro de Apocalipse de São João: "Também vi tronos, sobre os quais se sentaram aqueles que receberam o poder de julgar. Eram as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus... Feliz e Santo é aquele que toma parte na primeira ressurreição! Sobre eles a segunda morte não tem poder, mas serão Sacerdotes de Deus e de Cristo. Com Ele reinarão durante os mil anos." Ap 20,4-6
Outra Graça que Ele nos promete, por meio da diocese de Éfeso e que também é sinal de Seu amor, é que comeremos do fruto da árvore da Vida, que a Adão e Eva não foi permitido após o pecado da desobediência (cf. Gn 3,22). Desse fruto, porém, além de conceder-nos viver eternamente, sabemos pouco, mas certamente é outro grande dom. E Jesus exorta, numa das sete vezes em que o fez (cf. Ap 2,7.11.17.29;3,6.13.22), a que jamais deixemos de ouvir nossas dioceses, pois o Divino Paráclito por elas nos fala: "Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: 'Ao vencedor darei de comer do fruto da árvore da Vida, que se acha no paraíso de Deus.'" Ap 2,7
Ora, os Santos de Deus recebem um poder que lhes fazem visivelmente superior, ainda nesse mundo, e que é perceptível mesmo àqueles que não acreditam. É a promessa de Nosso Senhor à diocese de Tiatira: "Então ao vencedor, àquele que praticar Minhas obras até o fim, lhe darei poder sobre as pagãs nações." Ap 2,26
Também lhes é concedido vestir-se de branco, como Jesus, e O acompanhar aonde quer que Ele vá, agora em promessa à diocese de Sardes: "Todavia, tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes. Comigo andarão vestidas de branco, porque o merecem. O vencedor assim será revestido de brancas vestes. Jamais apagarei seu nome do Livro da Vida, e proclamá-lo-ei diante de Meu Pai e de Seus anjos." Ap 3,4-5
E assegura que nos sentaremos até mesmo em Seu trono, gesto que significa uma inimaginável intimidade com Deus, falando à diocese de Laodiceia: "Ao vencedor concederei sentar-se Comigo em Meu trono, assim como Eu venci e Me sentei com Meu Pai em Seu trono." Ap 3,21
Por fim, antes de punir a 'Grande Babilônia', Jesus garante manter-nos protegidos dos eternos castigos, pois eles propriamente pairam sobre o inferno: "Também vi como que um transparente mar, irisado de fogo, e os vencedores, que haviam escapado à fera, a sua imagem e ao número de seu nome, conservavam-se de pé sobre esse mar com as cítaras de Deus." Ap 15,2
Todas estas promessas são inquestionavelmente belas. Todavia, Deus Pai faz-nos outra ainda mais encantadora, quase ao fim destas revelações: "O vencedor herdará tudo isso. E Eu serei Seu Deus, e ele será Meu filho." Ap 21,7
Pois a Divina Glória está na Unidade da Santa Igreja Católica, que espelha a Comunhão da Santíssima Trindade, além de ser prova do Advento e do amor de Deus. Jesus rezou ao Pai pelos Apóstolos em Seus últimos momentos entre eles, como o Evangelho Segundo São João apontou: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
Essa mesma Glória é oferecida a todos nós, conforme a Carta de São Paulo aos Colossenses. Ele diz em primeiras exortações: "Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos Santos na Luz." Cl 1,12
