
Mas até Seu último suspiro houve gente
humilde a Sua volta, que acreditava no
Reino de Deus. No Evangelho Segundo
São Lucas, Dimas, mesmo sendo um ladrão e passando por momentos de grande dor e agonia, soube perceber a injustiça que estava acontecendo. Tocado pelo
Espírito Santo, arrependeu-se e reconheceu n'Ele o
Salvador: "
Jesus, lembra-Te de mim quando tiveres entrado em Teu Reino!" Lc 23,42
E seu pedido foi imediatamente concedido, pois Nosso Senhor respondeu: "Em Verdade, digo-te: hoje estarás Comigo no Paraíso." Lc 23,43
Os
Sacerdotes de Cristo, portanto, já estão reinando, pelo serviço de
Salvação que nos prestam. É o que as
revelações feitas por Jesus no Livro de
Apocalipse de
São João atestam: "Quando recebeu o livro, os
quatro seres e os vinte e quatro anciãos (todos eles
anjos, das mais elevadas ordens!) prostraram-se diante do
Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de
incenso, que são as
orações dos
Santos.
Cantavam um novo cântico, dizendo: 'Tu és digno de receber o Livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para
Deus, a preço de Teu Sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça. E deles fizeste para Nosso Deus um
Reino de Sacerdotes, que reinam sobre a Terra.'" Ap 5,8-10
São Paulo e São Barnabé, no entanto, bem sabiam que, a exemplo da Cruz de Cristo, alcançar o Reino da Justiça é uma dolorosa tarefa, dada a oposição do mundo e do Maligno que cotidianamente afrontam a Igreja Católica. Mas, pelo Sacramento da Crisma, eles recomendavam a todos fiéis que resistissem, pregando nas cidades por onde passavam: "Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações." At 14,22
A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, portanto, pede-nos um
testemunho de vida, que damos através de nossas atitudes: "Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos." 1 Cor 4,20
E afirma que depois da Final Batalha (cf. Ap 19,19), na qual cita três ordens de
anjos caídos, se dará o
Juízo Final e o Reino de Jesus será repassado a Deus
Pai: "Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo
principado, toda potestade e toda dominação. E quando tudo Lhe estiver sujeito, então o próprio Filho também renderá homenagem Àquele que Lhe sujeitou todas coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos." 1 Cor 15,24.28
Das revelações que teve de Nosso Senhor, o Amado Discípulo assim descreveu o trono e o Reino de Deus, que se perfaz na Santíssima Trindade: "Imediatamente fui arrebatado em espírito. No Céu havia um trono, e nesse trono estava sentado um Ser. E Quem estava sentado Se assemelhava, pelo aspecto, a uma pedra de jaspe e de sardônica. Um halo, semelhante à esmeralda, nimbava o trono. Ao redor havia vinte e quatro tronos, e neles, sentados, vinte e quatro anciãos vestidos de brancas vestes e com coroas de ouro na cabeça. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono ardiam sete tochas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de brancas vestes e palmas na mão... o Cordeiro... é Senhor dos senhores e Rei dos reis." Ap 4,2-5;7,9;17,14a