Exigia, pois, e desde o início de Sua vida pública, absoluta fidelidade às Escrituras, advertindo para o risco do mais longo período no Purgatório, como exortou ainda no Sermão da Montanha: "Pois, em Verdade, vos digo: passará o céu e a Terra antes que desapareça um jota, um traço da Lei. Aquele que violar um destes Mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será declarado o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os guardar e ensinar, será declarado grande no Reino dos Céus." Mt 5,18-19
E questionava a insensatez, dirigindo-Se às primeiras multidões a segui-Lo, no Evangelho Segundo São Lucas: "Por que Me chamais: 'Senhor, Senhor...' e não fazeis o que digo?" Lc 6,46
E ao invés de uma profusão de nomes que se atribui a Deus, Ele chamava-O de Pai, como frequentemente visto. Ele disse a Santa Maria Madalena após ressuscitar, mandando um recado aos Apóstolos: "Subo a Meu Pai e Vosso Pai..." Jo 20,17
Igualmente fez-nos crer que somos capazes de amar tanto quanto Ele mesmo, isto é, quanto o próprio Deus: "Como Eu vos tenho amado, assim vós também deveis amar-vos uns aos outros." Jo 13,34
E fê-lo mesmo em ligeira relativização de Sua própria manifestação, pois, para além de crer em Sua Pessoa, Ele determinou que nós nos amássemos. Foi logo após a Santa Ceia: "Este é Meu Mandamento: amai-vos uns aos outros..." Jo 15,12
Contudo, como visto, deixou Seu amor como parâmetro: "... como Eu vos amei." Idem
E em seguida, mencionando a caridade espiritual, Ele especialmente exalta os que doam suas vidas em nome do Reino de Deus, exemplo que Ele mesmo daria de inesquecível modo por Seu Sacrifício: "Ninguém tem maior amor que Aquele que dá Sua vida por Seus amigos." Jo 15,13
E a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios assim falou da 'arrogante caridade': "Ainda que distribuísse todos meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada valeria!" 1 Cor 13,3
