O Livro de Gênesis ensina que, antes mesmo de criar Eva, Deus teria advertido Adão ao colocá-lo no jardim do Paraíso: "Deu-lhe este preceito: 'Podes comer do fruto de todas árvores do jardim, mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Porque no dia em que dele comeres, indubitavelmente morrerás.'" Gn 2,16-17
O Livro de Sabedoria, entretanto, viu não apenas o pecado da soberba de Eva e Adão, em querer conhecer do bem e do mal desprezando a Deus, mas também a culpa de outra de Suas criaturas: "É por inveja do Demônio que a morte entrou no mundo..." Sb 2,24
De toda forma, o Livro de Salmos canta: "É penoso para o Senhor ver morrer Seus fiéis." Sl 115,6
E não só a morte dos fiéis. Deus mesmo disse nos apontamentos do Livro do Profeta Ezequiel: "'Terei Eu prazer com a morte do malvado?', Oráculo do Senhor Javé. 'Não desejo Eu, antes, que ele mude de proceder e viva?'" Ez 18,23
A morte, em si, no Primeiro Livro de Crônicas, é descrita por Deus como um encontro com nossos antepassados. Ele diz ao rei Davi: "Quando teus dias se acabarem, e tiveres ido juntar-te a teus pais..." 1 Cr 17,4
O sagrado autor de Sabedoria, com efeito, não via a morte como um fim, nem seu império sobre a Terra. Por ele, o Espírito Santo já prenunciava a excelência da divina Justiça e a imortalidade, confirmada pela Boa Nova de Nosso Senhor (cf. Lc 20,38): "Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não Lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a Salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da Terra, porque a Justiça é imortal." Sb 1,13-15E pontualmente diz dos incrédulos: "... eles desconhecem os segredos de Deus, não esperam que a santidade seja recompensada e não acreditam na glorificação das puras almas. Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e fê-lo à imagem de Sua própria natureza." Sb 2,22-23
A Carta de São Paulo aos Romanos, pois, sintetiza: "Porque o salário do pecado é a morte..." Rm 6,23
E a Carta São Tiago, mencionando a má propensão da carne, dá os detalhes: "A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado. E o pecado, uma vez consumado, gera a morte." Tg 1,15
Nesse sentido, Nosso Salvador exortava-nos a buscá-Lo, como disse aos judeus em Jerusalém no Evangelho Segundo São João: "Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Por isso, disse-vos: morrereis em vosso pecado. Porque se não crerdes que EU SOU, morrereis em vosso pecado." Jo 8,23-24
Eis que a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses consolava: "Irmãos, não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais, como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, também cremos que Deus levará com Jesus aqueles que n'Ele morreram." 1 Ts 4,13-14
Ele faz uma revelação sobre o Grande Dia: "Quando for dado o sinal, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do Céu, e aqueles que morreram em Cristo ressurgirão primeiro." 1 Ts 4,16
E referindo-se à vida terrena, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios fulminou vãos projetos de certos cristãos: "Se é só para esta vida que temos colocado nossa esperança em Cristo, somos, de todos homens, os mais dignos de lástima." 1 Cor 15,19
Porque após a passagem de Cristo entre nós, e pelo anúncio da Salvação através da Santa Cruz, já temos a certeza do imediato resgate de nossas almas. Com a chegada da 'Salvação' (Jesus) aos Céus, no Livro de Apocalipse de São João ficou registrado: "Eu ouvi uma voz do Céu, que dizia: 'Escreve: Felizes os mortos que doravante morrem no Senhor. Sim', diz o Espírito, 'descansem de seus trabalhos, porque suas obras os seguem.'" Ap 14,13

