A Carta de São Paulo aos Romanos revelou: "Aliás, sabemos que todas coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo Seus desígnios." Rm 8,28
E Jesus, no Evangelho Segundo São Lucas, garantiu a obra da Divina Providência, esse Seu mais frequente modo de agir: "Considerai os corvos: eles não semeiam, nem ceifam, nem têm despensa nem celeiro. Entretanto, Deus sustenta-os. Quanto mais valeis vós que eles? Mas qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um pouco à duração de sua vida? Se vós, pois, não podeis fazer nem as mínimas coisas, por que estais preocupados com as outras? Considerai os lírios, como crescem: não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles. Se Deus, portanto, assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã se lança ao fogo, quanto mais a vós, homens de pequenina fé!" Lc 12,24-28
No Evangelho Segundo São Mateus, Ele arrematou, exaltando os bens atemporais: "Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, Vosso Pai Celeste sabe que necessitais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas em acréscimo." Mt 6,31-33
Eis que a Segunda Carta de São Pedro reza: "... Graça e Paz sejam-vos dadas em abundância por um profundo conhecimento de Deus e de Jesus, Nosso Senhor! O divino poder deu-nos tudo que contribui para a Vida e a piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou por Sua Glória e Sua virtude." 2 Pd 1,2-3
Porque, entendamos ou não, Deus tem o controle de tudo e bem sabe o que faz, como o sagrado autor canta no Livro de Salmos: "Ó Senhor, quão variadas são Vossas obras! Todas feitas com Sabedoria, a Terra está cheia das coisas que criastes. Eis o mar, imenso e vasto, onde, sem conta, se agitam grandes e pequenos animais. Todos esses seres esperam de Vós que lhes deis de comer a seu tempo. Vós dai-lhes e eles recolhem-no, abris a mão e fartam-se de bens. Se desviais o rosto, eles perturbam-se. Se lhes retirais o sopro, expiram e voltam ao pó de onde saíram." Sl 103,24-25.27-29
E o Apóstolo dos Gentios, reconhecendo que não sabemos nem mesmo de que realmente precisamos, diz do Ministério do Espírito Santo: "Outrossim, o Espírito vem em auxílio a nossa fraqueza. Porque não sabemos o que devemos pedir, nem rezar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com inefáveis gemidos." Rm 8,26
Por isso, a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo pedia que ele assim pregasse: "Exorta os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança em volúveis riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas coisas para delas fruirmos." 1 Tm 6,17
Ora, após uma verdadeira conversão, fazendo tudo que Nosso Salvador ordenou (cf. Mt 28,20), são nossos projetos que precisam ser suficientemente amadurecidos e bons para que se encaixem nessa grande obra da definitiva família humana. Se eles realmente estiverem fundamentados no bem comum da Santa Igreja Católica, teremos os dons do Espírito Santo, conforme a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: "Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os Ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Também há diversas operações, mas é o mesmo Deus que tudo opera em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito." 1 Cor 12,4-7
