A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios esclarece sobre nossa condição de membros da Santa Igreja Católica, que é o Corpo Místico de Cristo (cf. Cl 1,24): "Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem pode compreendê-las, porque é pelo Espírito que deve ponderá-las. O homem espiritual, ao contrário, julga todas coisas e não é julgado por ninguém. 'Quem instruiu o Espírito do Senhor, ou que conselheiro Lhe deu lições (Is 40,13)?' Nós, porém, temos o pensamento de Cristo." 1 Cor 2,14-16
Mas a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios reconhece, exaltando o Ministério do Espírito Santo, que é o mesmo da Igreja Católica Apostólica Romana, e assim a Sagrada Tradição: "Não que por nós mesmos sejamos capazes de algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez aptos para sermos Ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica." 2 Cor 3,5
E assim confirma, perante a humanidade, o poder da Igreja de Deus Vivo, que é a 'coluna e sustentáculo da Verdade (cf. 1 Tm 3,15)': "Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo." 2 Cor 10,5
De fato, ao acusar o Sinédrio, o conselho dos judeus em Jerusalém, pela Morte de Cristo, São Pedro esclarece como é possível receber o Santo Paráclito. Está no Livro de Atos dos Apóstolos: "... o Espírito Santo, que Deus deu a todos que Lhe obedecem." At 5,32
E consagrando a importância da obediência, sob todos aspectos, a Primeira Carta de São Pedro também explicou a finalidade desta Divina Unção, e assim fechou o ciclo, dizendo que somos "... santificados pelo Espírito, para obedecer a Jesus Cristo..." 1 Pd 1,2a
A Primeira Carta de São João igualmente O tinha como sinal de obediência, bem como de Comunhão com Deus: "Eis Seu Mandamento (de Deus): que creiamos no Nome de Seu Filho Jesus Cristo e nos amemos uns aos outros como Ele nos mandou (Lv 19,18). Quem observa Seus Mandamentos, permanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que Ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,23-24
Ora, o próprio Príncipe dos Apóstolos, mesmo instantes depois de inspiradamente reconhecer Jesus como o Messias, por Ele vai ser pronta e seriamente corrigido, pois não aceitou o anúncio de Sua Paixão. O Evangelho Segundo São Marcos, ele mesmo que preservou as memórias do Primeiro Papa, apontou: "Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a O recriminar. Ele, porém, voltou-Se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: 'Afasta-te de Mim, Satanás! Tu não pensas as coisas de Deus, e sim as dos homens.'" Mc 8,32b-33
O sagrado autor do Livro de Sabedoria, pois, diz versando sobre a própria: "Ela mesma vai à procura daqueles que dela são dignos. Ela aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos seus pensamentos..." Sb 6,16
Mas também adverte: "A Sabedoria não entrará na perversa alma, nem habitará no corpo sujeito ao pecado. O Espírito Santo Educador das almas fugirá da perfídia, afastar-Se-á de insensatos pensamentos, e a iniquidade que está por vir repeli-Lo-á." Sb 1,4-5
Aliás, fala mesmo em punição pelo simples pensar: "Mas os ímpios terão o castigo que merecem seus pensamentos, uma vez que desprezaram o justo e se separaram do Senhor. E desgraçado é aquele que rejeita a Sabedoria e a disciplina!" Sb 3,10
E eis o que Tobit, julgando estar prestes a morrer, recomenda no Livro de Tobias, seu filho: "Quanto a ti, sempre conserva em teu coração o pensamento de Deus. Guarda-te de jamais consentir no pecado, e de negligenciar os preceitos do Senhor, Nosso Deus." Tb 4,6
