segunda-feira, 8 de junho de 2026

Do Pecado à Reconciliação com Deus

 

    Falando do Divino Espírito Santo, que nos adota e nos concede a divina filiação, a Carta de São Paulo aos Romanos afirma: "De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer. Mas se pelo espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." Rm 8,13-14

    E investido da autoridade que os Sacerdotes da Santa Igreja Católica têm, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios prega: "Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em Nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em Nome de Cristo, rogamo-vos: reconciliai-vos com Deus!" 2 Cor 5,20

    A Carta de São Paulo aos Colossenses, numa luminosa síntese do projeto da Salvação, fala da própria santidade: "Ele (Deus) arrancou-nos do poder das trevas e introduziu-nos no Reino de Seu amado Filho, no Qual temos a Redenção, a remissão dos pecados. Porque a Deus aprouve n'Ele fazer habitar toda plenitude, e por Seu intermédio reconciliar Consigo todas criaturas. Por intermédio d'Aquele que, ao preço do próprio Sangue na Cruz, restabeleceu a Paz a tudo quanto existe na Terra e nos Céus. ... eis que agora Ele vos reconciliou pela Morte de Seu Corpo Humano, para que possais apresentar-vos Santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai." Cl 1,13-14.19-20.22

    E assim o amor de Deus nos concede a Comunhão dos Santos, que nos permite verdadeiramente exultar com o Apóstolo dos Gentios: "Mas eis aqui uma brilhante prova de amor de Deus por nós: quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando ainda éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela Morte de Seu Filho, com muito mais razão, já estando reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10

    Ora, os seguidores da tradição de São Paulo afirmam que Jesus, enquanto Ser Humano, viveu a Comunhão com o Pai através da obediência que Lhe tinha. Está na Carta aos Hebreus: "Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve." Hb 5,8

    Nosso Senhor mesmo atestou, no Evangelho Segundo São João, que Suas obras e Sua Palavra eram frutos dessa fidelidade: "... nada faço por Mim mesmo. Eu só digo aquilo que o Pai Me ensinou." Jo 8,28

    Eis que a Carta de São Paulo aos Filipenses oportunamente recita o Hino Cristológico: "Sendo Ele de divina condição, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou a Si mesmo assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, ainda mais Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus soberanamente O exaltou, e outorgou-Lhe o Nome que está acima de todos nomes, para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho no Céu, na Terra e nos infernos." Fl 2,6-10

    O Ministério da Igreja Apostólica, portanto, é levar o mundo à obediência da , seguindo o exemplo dado pelo próprio Jesus, que "... segundo o Espírito de Santidade, foi estabelecido Filho de Deus em poder por Sua Ressurreição dos mortos. E do Qual temos recebido a Graça e o apostolado, a fim de levar, em Seu Nome, todas pagãs nações à obediência da fé... " Rm 1,4-5

    A Primeira Carta de São Pedro, pois, aponta a obediência como o Caminho que nos purifica do pecado: "Em obediência à Verdade, tendes purificado vossas almas para com sinceridade praticardes fraterno amor." 1 Pd 1,22

    Por isso, São Paulo flerta com a santidade e com a Vida Eterna: "Não sabeis que, quando vos ofereceis a alguém para lhe obedecer, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer seja do pecado para a morte, quer da obediência para a Justiça? Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade. E o resultado é a Vida Eterna." Rm 6,16.22

    Pois a despeito da gravidade de nossos pecados, Deus já havia prometido maravilhas no Livro do Profeta Isaías: "Ainda que seus pecados sejam vermelhos como púrpura, ficarão brancos como a neve. Ainda que sejam vermelhos como escarlate, ficarão como a lã." Is 1,18