Jesus determinou aos Apóstolos a retransmissão de Seus ensinamentos em sua totalidade, não em partes. Foi pouco antes de Sua Ascensão aos Céus, como está no Evangelho Segundo São Mateus: "Ensinai-as (as nações) a observar tudo que vos prescrevi." Mt 28,20a
Havia dito até mesmo do Antigo Testamento, ainda no Sermão da Montanha, advertendo do mais longo castigo no Purgatório: "Pois em Verdade vos digo: passarão o céu e a Terra antes que desapareça um jota, um traço da Lei. Aquele que violar um destes Mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será declarado o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar, será declarado grande no Reino dos Céus." Mt 5,18-19
Assim, a Carta de São Paulo aos Filipenses insistia nessa necessária convergência espiritual para o Cristo, pois essa é a essência da Boa Nova: "Cumpre, somente, que em vosso proceder vos mostreis dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, unanimemente lutando pela fé do Evangelho..." Fl 1,27
Ele próprio deu exemplo de Comunhão como quando foi ao encontro dos Apóstolos em Jerusalém, isto é, da igreja-mãe, para se certificar da validade do que estava ensinando. É leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: "Catorze anos mais tarde subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, comigo também levando Tito. E subi em consequência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente àqueles que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão." Gl 2,1-2
Aliás, sempre em perfeita sintonia com a Santa Igreja Católica, ele reverentemente foi conhecer São Pedro após sua conversão, quando subiu à Cidade Santa mesmo correndo risco de morte, pois estava sendo perseguido pelos judeus: "Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e com ele fiquei quinze dias." Gl 1,18
Evangelho cuja integridade ele defendeu com ardor, evitando intrigas mesmo sob humilhações dos cristãos que eram a favor da continuação da circuncisão: "Mas por causa de falsos irmãos, intrusos, que furtivamente se introduziram entre nós para espionar a liberdade de que gozávamos em Cristo Jesus, a fim de escravizar-nos, fomos, por esta vez, condescendentes, para que o Evangelho permanecesse em sua integridade." Gl 2,4-5
Verdadeiramente zeloso da Comunhão, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios denuncia os falsos mestres que por soberba deturpam partes das Escrituras: "É que, de fato, não somos, como tantos outros, falsificadores da Palavra de Deus. Mas é em sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus." 2 Cor 2,17
De fato, já nos primeiros anos da Igreja havia muitos dissidentes que maliciosamente usavam partes das Escrituras, apossando-se da Palavra de Deus para provocar divisões. Essas parcialidades, esse concordar com isso e não com aquilo dos ensinamentos, essa 'escolha' é o verdadeiro significado da palavra heresia. A Carta de São Paulo a São Tito alerta: "Igualmente exorta os moços a serem moderados, e em tudo mostra-te modelo de bom comportamento: pela integridade na Doutrina, gravidade, sã e irrepreensível linguagem, para que o adversário seja confundido, não tendo de nós mal algum a dizer." Tt 2,6-8
Aliás, a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo foi de singular clareza, revelando o verdadeiro espírito de um Sacerdote de Cristo: "Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, operário que não tem de que se envergonhar, íntegro distribuidor da Palavra da Verdade." 2 Tm 2,15
Porque a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo já havia pedido: "Eu conjuro-te, diante de Deus e de Cristo Jesus e dos anjos escolhidos, a que guardes essas regras sem preferências, nada fazendo por espírito de parcialidade." 1 Tm 5,21
