Como se vê nas Escituras, o Santo Espírito sempre, note-se bem, sempre está a conduzir a Igreja fundada por Jesus, que é exatamente a eterna Comunhão com Deus prometida por Nosso Senhor no Evangelho Segundo São João: "Se vós Me amais, guardareis Meus Mandamentos. E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Consolador, para que eternamente fique convosco." Jo 14,15-16
Conforme a Primeira Carta de São Pedro, atestando o 'Tempo do Espírito Santo', é Ele mesmo que tem ofertado a Boa Nova pelo Magistério da Igreja Católica: "... revelações que agora vos têm sido anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho da parte do Espírito Santo, enviado do Céu. Revelações estas que os próprios anjos desejam contemplar." 1 Pd 1,12b
A Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, de fato, faz-los relembrar: "Nosso Evangelho foi-vos pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo..." 1 Ts 1,5a
Aliás, condenando as pessoais interpretações, que na prática são verdadeiras heresias, pois significam escolhas dentre o que foi revelado, a Segunda Carta de São Pedro já nos alertava que só havia uma interpretação correta: aquela revelada pelo próprio Espírito Santo desde o início, pois as próprias Escrituras foram inspiradas por Si: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de pessoal interpretação. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus." 2 Pd 1,20-21
Porque foi o próprio Deus que enviou Seu Espírito, após a Ascensão do Senhor, para nos lembrar e ensinar a Verdade em cada nova situação, como se viu pelos séculos, até o Dia do Juízo. Nosso Salvador disse na noite em que ia ser entregue: "Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em Meu Nome, ensiná-vos-á todas coisas e recordá-vos-á tudo que vos tenho dito. Quando o Espírito da Verdade vier, ensiná-vos-á toda a Verdade, porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciá-vos-á as coisas que virão." Jo 14,26;16,13
Assim, apesar de serem muitos os dons de Deus, todos são distribuídos pelo Santo Paráclito. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou: "Há diversidade de dons... Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como Lhe apraz." 1 Cor 12,4a.11
Pois todos eles sempre estão, e sempre estarão, voltados para edificar a Santa Igreja Apostólica, o Corpo Místico de Cristo (cf. Ef 1,22s). Ou seja, o Espírito de Deus jamais deu de Seus dons a quem quer que seja para a atacar: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12
E só através d'Ele, que o mundo não pode receber (cf. Jo 14,17), a Igreja Católica Apostólica Romana tem as Graças de Deus, como os seguidores da tradição de São Paulo afirmam na Carta aos Hebreus: "... o Espírito Santo, Autor da Graça!" Hb 10,29
Por isso, a Carta de São Paulo aos Efésios pede que busquemos a Única e Verdadeira União, só existente na Igreja Una, o Corpo que tem Cristo como a Cabeça (cf. Cl 1,18). Comunhão que nos é facultada pelo próprio Espírito Santo: "Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, mutuamente vos suportando com amor. Sede solícitos em conservar a Unidade do Espírito no vínculo da Paz." Ef 4,1-3
