Juntos, o Evangelho Segundo São Lucas e o Livro de Atos dos Apóstolos, também deste autor, podem ser chamados de 'Evangelho' do Espírito Santo, tão oportunas e frequentes são as citações que nosso Amado Médico (cf. Cl 4,14) Lhe faz. Os Atos dos Apóstolos, por excelência, já o seria simplesmente por representar o 'Tempo da Igreja', ou o 'Tempo dos Sacramentos', ou, bem mais especificamente, o 'Tempo do Espírito Santo', que veio 'suceder' o 'Tempo de Jesus', 'manifesto' após o 'Tempo do Pai'. Ele revelou, por exemplo, que Nosso Senhor instruía os Apóstolos através do Divino Paráclito: "... contei toda sequência das ações e dos ensinamentos de Jesus, desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo Suas instruções aos Apóstolos que havia escolhido, foi arrebatado ao Céu." At 1,2
Em seu Evangelho, ele registrou o discurso inaugural da Missão de Jesus que foi antecipado no Livro do Profeta Isaías, anuncia a presença d'Ele sobre Si mesmo: "O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu. E enviou-Me para anunciar a Boa Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, anunciar aos cativos a redenção e aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos e publicar o ano da Graça do Senhor (Is 61,1-2a)." Lc 4,18-19
E num testemunho que dá de Jesus diante do conselho dos judeus de Jerusalém, na ocasião em que os Doze foram presos, São Pedro, sempre falando pelos Apóstolos, reafirma a necessidade do Sacramento da Confissão e da obediência a Deus para que se possa viver sob a Graça do Espírito Santo, que é testemunha e conduz a obra da Igreja fundada por Jesus: "O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-O num madeiro. Deus elevou-O pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o Arrependimento e a remissão dos pecados. Destes fatos, nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que Lhe obedecem." At 5,31-33
