quarta-feira, 1 de julho de 2026

Deus excede Todo Entendimento

    A Carta de São Paulo aos Romanos, mesmo em momento de grande inspiração, e precisamente graças a ela, já se admirava dos desígnios de Deus: "Ó abismo de riqueza, de Sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são Seus juízos, e inexploráveis, Seus caminhos!" Rm 11,33

    O Livro de Eclesiástico havia chegado a mesma conclusão: "Quem será capaz de relatar Suas obras? Quem poderá compreender Suas maravilhas? Quem poderá descrever todo poder de Sua grandeza? Quem empreenderá a explicação de Sua Misericórdia? Nada há a subtrair, nada a acrescentar às maravilhas de Deus. Elas são incompreensíveis." Eclo 18,2-5

    Pois, no Livro de Jó, como um de seus amigo disse, por muitas vezes os desígnios de Deus estão muito além de nossa compreensão: "Oh! Se Deus pudesse falar, e abrir Seus lábios para te responder, te revelar os mistérios da Sabedoria que são ambíguos a nosso espírito..." Jó 11,5-6a

    No Livro de Salmos, absolutamente perplexo em suas reflexões, o rei Davi também já cantava: "Ó Deus, como são insondáveis para mim Vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! Como os conta? São mais numerosos que a areia do mar. Se pudesse chegar ao fim, ainda seria com Vossa ajuda." Sl 138,17-18

    Ora, Deus mesmo havia dito aos israelitas no Livro do Profeta Isaías: "'Pois Meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o Meu', diz o Senhor; 'mas tanto quanto o céu domina a Terra, tanto é superior à vossa Minha conduta, e Meus pensamentos ultrapassam os vossos.'" Is 55,8-9

    Pudera! Como nós, limitadas criaturas, poderíamos compreender Deus, Aquele que tudo fez? A Primeira Carta de São João foi sucinta: "... Deus é maior que nossa consciência, e conhece todas coisas." 1 Jo 3,20b

    Conforme o Evangelho Segundo São João, o próprio Jesus teve que recorrer ao Espírito Santo, que esclareceria todos detalhes de Sua Missão e do projeto da Salvação, ou seja, a obra da Santa Igreja Católica. Nela dar-se-ia a plena manifestação da Terceira Pessoa de Deus, Supremo Guia da Revelação e da Igreja Apostólica pelos séculos: "Ainda tenho muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de as compreender agora. Quando o Paráclito, o Espírito da Verdade vier, ensiná-vos-á toda Verdade, porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciá-vos-á as coisas que virão." Jo 16,12-13

    Há, entretanto, mais um importante detalhe sobre as revelações das Três Pessoas de Deus: o pouco que podemos conhecer a respeito de Deus, depende da própria vontade de Jesus, que disse: "Ninguém conhece Quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho quiser revelá-Lo." Jo 10,22

    E São Pedro, por sua intimidade com Jesus, recorreu-se de Sua divina onisciência em defesa da veracidade da confissão de amor a Ele, que acabava de fazer: "Senhor, Tu sabes tudo..." Jo 21,17

    Por isso, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios esclarece nossa real condição de católicos: "Andamos na e não na visão." 2 Cor 5,7

    Ora se as obras de Deus na Terra já são admiráveis, que se dirá dos Céus? A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios cita o Livro do Profeta Isaías: "É como está escrito: 'Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou' (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam." 1 Cor 2,9

    Assim o Cristo igualmente continua sendo Mistério. Meras palavras sem a divina inspiração não conseguem exprimir nem lampejo de Sua Glória, e por isso a Carta de São Paulo aos Colossenses segue pedindo por orações: "Pedi a Deus que dê livre curso a nossa palavra, para que possamos anunciar o Mistério de Cristo." Cl 4,3

    Por essa razão, esforçaram-se os Apóstolos em seus testemunhos, como ele mesmo fez para que tivéssemos a Luz na escuridão: "Tudo sofro para que seus corações sejam reconfortados e que, estreitamente unidos pelo amor, sejam enriquecidos de uma plenitude de inteligência, para conhecerem o Mistério de Deus, isto é, Cristo, no Qual estão escondidos todos tesouros da Sabedoria e da ciência." Cl 2,2

terça-feira, 30 de junho de 2026

O Poder do Evangelho


    A Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses explicou o que representou sua passagem entre eles,  especificamente atribuindo a força do Evangelho ao Divino Paráclito: "Nosso Evangelho foi-vos pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que entre vós temos sido para vossa Salvação." 1 Ts 1,5

    A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios também observou: "Minha palavra e minha pregação longe estavam da persuasiva eloquência da Sabedoria. Antes eram uma demonstração do Espírito e do divino poder, para que vossa não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." 1 Cor 2,4-5

    E dizia-lhes: "Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as Graças que Deus nos prodigalizou e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime coisas espirituais em termos espirituais." 1 Cor 2,12-13

    Por isso, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios exultava com o Ministério do Espírito Santo em oposição ao Antigo Testamento: "Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal Glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face, embora transitório, quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito?" 2 Cor 3,7-8

    A Primeira Carta de São Pedro igualmente diz: "... revelações que agora vos têm sido anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho da parte do Espírito Santo, enviado do Céu. Revelações estas, que os próprios anjos desejam contemplar." 1 Pd 1,12

    Segundo o Apóstolo dos Gentios, na Boa Nova está Nosso Salvador em Sua plenitude, só oculto "... para os incrédulos, cujas inteligências o deus deste mundo obcecou a tal ponto que não percebem a Luz do Evangelho, onde resplandece a Glória de Cristo, que é a imagem de Deus." 2 Cor 4,4

    Nele se percebe a Divina Justiça, por meio da fé e para o fortalecimento da fé, conforme a Carta de São Paulo aos Romanos: "Porque nele se revela a Justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé..." Rm 1,17a

    É a própria fonte da esperança, como está na Carta de São Paulo aos Colossenses, que fala da Sagrada Tradição, também chamada Tradição Oral, a despeito das Escrituras: "... em vista da esperança que vos está reservada nos Céus. Esperança que vos foi transmitida pela pregação da Verdade do Evangelho... Para isto, é necessário que permaneçais fundados e firmes na fé, inabaláveis na esperança do Evangelho que ouvistes..." Cl 1,5.23

    Também é o poder que transforma Sacerdotes em pais, por isso chamados Padres, geradores de filhos de Deus ainda nas palavras deste Apóstolo : "... fui eu que vos gerei em Cristo Jesus, pelo Evangelho." 1 Cor 4,15

    E para concluir com chave de ouro, a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo ensina que a Boa Notícia é o instrumento do Salvador para nos levar à eternidade: "... Jesus Cristo, que destruiu a morte e suscitou a Vida e a imortalidade pelo Evangelho..." 2 Tm 1,10

    Por isso, coberto de motivos, a Carta de São Paulo aos Gálatas cobrava fidelidade, mais uma vez defendendo a Sagrada Tradição e ordenando a excomunhão de falsos mestres: "Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à Graça de Cristo para um diferente evangelho. De fato, não há dois evangelhos: há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós, e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do Céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja anátema!" Gl 1,6-8

    Com efeito, nas palavras de Jesus, é ele que nos faz Santa Igreja Católica, nos faz a família de Deus. Está no Evangelho Segundo São Marcos: "Na Verdade, digo-vos: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa de Mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, mesmo com perseguições, e no vindouro século a Vida Eterna." Mc 10,29-30

segunda-feira, 29 de junho de 2026

São Pedro

    O Evangelho Segundo São Mateus, o mais judeu e conservador dos Apóstolos, da tribo que trouxera no sangue a tradição de sacerdotes e da indicação do sumo sacerdote, a dos levitas, ao mencionar a lista dos Apóstolos não hesita em declarar que São Pedro era o primeiro: "Eis os nomes dos Doze Apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro, depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor." Mt 10,2-4

    Nosso Santo foi o único Apóstolo a quem Jesus atribuiu um novo nome, uma tradição iniciada por Deus para com Abrão, a quem deu o nome de Abraão, passou por Jacó, que se tornou Israel, perpetuou-se entre os rabinos e inclui o próprio São Paulo, que antes de se converter se chamava Saulo. E, vale notar, o novo nome de São Pedro, conforme o Evangelho Segundo São João, privilegiada testemunha ocular, foi dado já no primeiro encontro com Jesus, dois dias após o Batismo do Senhor, que lhe disse logo ao ser trazido por Santo André: "Tu és Simão, filho de João. Serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)." Jo 1,42

    Além do nome de seu pai, por especial deferência mencionado por Jesus, sabemos que ele era um fiel cumpridor das Sagradas Escrituras, como vemos em sua declaração sobre a estrita alimentação dos judeus, dada durante a visão que teve em Jope, pouco antes do 'Pentecostes dos Gentios'. Está no Livro de Atos dos Apóstolos: "De nenhum modo, Senhor, pois jamais comi coisa alguma profana ou impura." At 10,14b

    Ele também era sempre o primeiro do pequeno grupo dos três Apóstolos mais íntimos de Nosso Salvador, que compunha com São Tiago Maior e São João Evangelista. Foi assim na Transfiguração do Senhor, no último dia 'útil' da semana em que São Pedro declarou Jesus como o Messias. Já não dependia de milagre, de testemunho ou das Escrituras para o atestar, pois ele mesmo O tinha visto. Um indizível privilégio, pois antecipadamente Cristo lhes revelava a plenitude de Sua Glória: "Seis dias depois, Jesus tomou Consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá Se transfigurou na presença deles: Seu rosto brilhou como o sol, Suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias, conversando com Ele." Mt 17,1-3

    De tamanha intimidade com Jesus, dos Apóstolos é São Pedro, e só ele, que vai tentar andar sobre as águas: "Pedro tomou a palavra e falou: 'Senhor, se és Tu, manda-me ir sobre as águas até junto a Ti!' Ele disse-lhe: 'Vem!' Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus." Mt 14,28-29

    Realmente inspirado por Deus Pai, São Pedro foi o primeiro a afirmar com plena convicção Quem Jesus é: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!" Mt 16,16

    Inspiração, aliás, que o próprio Jesus confirmou, quando São Mateus dá outro nome a seu pai: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas Meu Pai que está nos Céus." Mt 16,17

    Como portador de divinas revelações, portanto, São Pedro ouviu de Jesus a declaração de sua Primazia como pedra fundamental da Santa Igreja Católica, que o próprio Cristo constrói e lhe garante a vitória contra o Maligno: "E Eu declaro-te: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja. As portas do inferno não prevalecerão contra ela." Mt 16,18

    Não por acaso, ele foi o único Apóstolo a receber de Jesus as Chaves dos Céus, ou seja, a inspiração para nas Escrituras reconhecer as palavras-chaves que indicam a verdadeira vontade de Deus: "Eu dá-te-ei as Chaves do Reino dos Céus..." Mt 16,19a

    Ora, o poder dado por Jesus a São Pedro aqui na terra, para decidir a respeito de assuntos de Doutrina e de Comunhão, era total: "... tudo que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo que desligares na Terra será desligado nos Céus." Mt 16,19b

    E a clara prova de sua vital importância para a Igreja Apostólica é que Jesus, prevendo as tentações do inimigo aos Apóstolos, e assim a Sua Igreja, optou por reforçar a de São Pedro. O Evangelho Segundo São Lucas registrou: 'Simão, Simão, eis que Satanás insistentemente pediu para vos peneirar como o trigo. Mas Eu roguei por ti, para que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.'" Lc 22,32

São Paulo Apóstolo

 

    Um radical e religioso jovem apoiou a execução de Santo Estevão, segurando os mantos daqueles que o apedrejavam. Seu nome era Saulo. Tinha assistido ao belíssimo e contundente sermão, no qual este Santo diácono responsabilizava o sinédrio, o conselho do judeus de Jerusalém, pela Crucificação de Nosso Senhor, mas não lhe deu razão e acabou concordando com sua brutal punição. Na verdade, já havia algum tempo que ele alimentava ira aos cristãos, e em seguida, usando da influência de seu grupo religioso, vai encampar uma verdadeira guerra contra eles, conforme o Livro de Atos dos Apóstolos: "Saulo, porém, devastava a Igreja. Entrando pelas casas, arrastava para fora homens e mulheres e entregava-os à prisão." At 8,3

    Tamanho era seu ódio, que São Lucas vai dizer: "... Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor." At 9,1

    E respirava morte porque a de Santo Estevão não foi a única da qual foi culpado. Aliás, foram muitas, como confessou perante o rei Agripa, assumindo que os supliciava para que fossem sentenciados à morte: "Que pensais vós? É incrível coisa que Deus ressuscite os mortos? Também eu acreditei que devia fazer a maior oposição ao Nome de Jesus de Nazaré. Assim procedi, de fato, em Jerusalém e tinha encerrado muitos irmãos em cárceres, havendo recebido poder dos sumos sacerdotes para isso. Quando os sentenciavam à morte, eu dava minha plena aprovação. Muitas vezes, perseguindo-os por todas sinagogas, eu torturava-os para os obrigar a blasfemar. Enfurecendo-me mais e mais contra eles, eu perseguia-os até em cidades estrangeiras." At 26,8-11

    Porém, numas destas viagens, pois não foi só uma como relatou acima, ouviu uma voz que o acusava de estar perseguindo não a Igreja Católica, mas o próprio Jesus: "... estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma resplandecente Luz vinda do Céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que Me persegues?' Saulo disse: 'Quem és, Senhor?' Respondeu Ele: 'Eu sou Jesus, a Quem tu persegues. Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer.'" At 9,3-5.6b

    De perseguidor, então, passou a ser perseguido, pois pregando com poder demonstrava que Jesus era o Cristo, o que despertou a ira dos judeus, e foi jurado de morte ainda na cidade de Damasco: "Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo. Estas intenções chegaram ao conhecimento de Saulo. Eles guardavam dia e noite as portas da cidade, para o matar. Mas os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha da cidade dentro de um cesto." At 9,23-25

    Segundo o próprio São Paulo, na Cidade Santa Jesus apareceu-lhe outra vez, dizendo que permanecia a resistência por parte dos cristãos e indicando o campo de missão que o faria o 'Apóstolo dos Gentios': "Voltei para Jerusalém e, rezando no Templo, fui arrebatado em êxtase. E vi Jesus, que me dizia: 'Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão teu testemunho a Meu respeito.' Eu repliquei: 'Senhor, eles sabem que eu encarcerava e açoitava com varas nas sinagogas aqueles que creem em Ti. E quando se derramou o sangue de Estêvão, Tua testemunha, eu estava presente, consentia nisso e guardava os mantos daqueles que o matavam.' Ele, contudo, disse-me: 'Vai, porque Eu te enviarei para longe, às nações...'" At 22,17-21

    E com grande poder de argumentação, ele saiu visitando cidades e convertendo multidões. Já em Chipre, acompanhado por São Marcos Evangelista, Paulo, como começava a ser conhecido, amaldiçoou um mago e falso profeta judeu que enganava o procônsul: "Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, cravou nele os olhos e disse-lhe: 'Filho do Demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda Justiça! Não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor! Eis que agora está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego. Não verás o sol até nova ordem!' Logo caíram sobre ele a escuridão e as trevas, e, andando em voltas, buscava quem lhe desse a mão." At 13,9-11

    O Amado Médico registrou até mesmo o valor de suas relíquias: "Deus fazia extraordinários milagres por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado seu corpo eram levados aos enfermos. E afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os malignos espíritos." At 19,11-12

domingo, 28 de junho de 2026

A Obra do Espírito Santo

    No Evangelho Segundo São João, Jesus bem descreveu a missão de Seu Espírito, que Se manifestaria logo após Sua Ascensão: "Ele convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em Mim. Ele convencê-lo-á a respeito da Justiça, porque Me vou para junto de Meu Pai e vós já não Me vereis. E convencê-lo-á a respeito do Juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado." Jo 16,9-11

    Por isso, derramou-O sobre os Apóstolos, que são os fundamentos da Santa Igreja Católica (cf. At 1,8; Ef 5,26), para que ela nos conceda a remissão dos pecados mediante o Sacramento da Confissão: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos." Jo 20,22-23

    Ora, é o Santo Paráclito que arremata a Revelação, como o próprio Jesus avisou aos Apóstolos na noite em que ia ser entregue: "Muitas coisas ainda tenho a vos dizer, mas agora não podeis suportá-las. Quando o Paráclito, o Espírito da Verdade vier, Ele ensiná-vos-á toda a Verdade, porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciá-vos-á as coisas que virão." Jo 16,12-13

    É com Ele, pois, que para sempre caminha com a Igreja Apostólica, que podemos entrar na eternidade. Ele conforta no bom combate da , tal qual Nosso Salvador prometeu: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Consolador, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16

    Assim, para um perfeito entendimento da Comunhão da Santíssima Trindade, Deus Pai confirma pela Palavra de Seu Filho e marca pelo fogo de Seu Espírito, o Qual é o selo, a garantia da Salvação. A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios ensina: "Ora, Quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus. Ele marcou-nos com Seu selo e a nossos corações deu o penhor do Espírito." 2 Cor 1,21-22

    De fato, a Primeira Carta de São João igualmente ressalta este sinal de Comunhão com Deus nos membros da Igreja Una: "É nisto que reconhecemos que Ele (Deus) permanece em nós: pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24b

    E a Carta de São Paulo aos Romanos comemora a ação do Divino Paráclito iniciada no dia de Pentecostes, contrastando o Novo e o Antigo Testamento: "A Lei do Espírito de Vida libertou-me, em Jesus Cristo, da Lei do pecado e da morte. O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa Carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na Carne a fim de que a Justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rm 8,2-4

    Mas também adverte: "Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele." Rm 8,9b

    É necessário, pois, através da Unidade promovida na Igreja pela Santíssima Trindade, que, conforme os seguidores da tradição de São Paulo na Carta aos Hebreus, clamemos ao "... Espírito Santo, Autor da Graça!" Hb 10,29

    A Carta de São Paulo aos Efésios expressamente recomenda o uso da oração, dizendo como: "Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6.18

    Pois é no Santo Paráclito, presente em todos Sacramentos, que temos Comunhão com Deus, como ele diz: "... e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!" 2 Cor 13,13b

    Só através d'Ele realmente podemos amar: "E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5

    Afinal, a Primeira Carta de São Pedro diz que a Unção do Espírito de Deus tem por fim exatamente a obediência a Jesus, Cujo Sacrifício Pascal nos purifica. O Príncipe dos Apóstolos (cf. Mt 10,2) reza para que os fiéis sejam: "... santificados pelo Espírito para obedecer a Jesus Cristo, e receber sua parte da aspersão de Seu Sangue." 1 Pd 1,2b

sábado, 27 de junho de 2026

Contra todas Chances

    Se os Doze Apóstolos pareciam muito pequena comunidade para ajudar a salvar tanta gente pelo mundo, e assim iniciar a construção do Reino de Deus, Jesus disse no Evangelho Segundo São Mateus: "O Reino do Céu é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia em seu campo. Embora ela seja a menor de todas sementes, quando cresce, fica maior que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros do céu vêm e fazem ninhos em seus ramos." Mt 13,31-32

    Explicitamente falando quanto ao pequeno número de Seus seguidores no Evangelho Segundo São Lucas, Ele estimula-nos: "Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de Vosso Pai dar-vos o Reino!" Lc 12,32

    E o que poderia fazer tão pequena comunidade diante de um tão violento mundo? Isso certamente é mais um contrassenso, a lógica inversa de Jesus, mas mesmo assim Ele nos encoraja: "Eu envio-vos como ovelhas em meio a lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas." Mt 10,16

    Ou ainda: se a Ressurreição da Carne parece um absurdo, temos aí mais um projeto de Deus com base em opostas naturezas. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou: "O mesmo acontece com a Ressurreição dos Mortos: o corpo é semeado corruptível, mas ressuscita incorruptível. É semeado desprezível, mas ressuscita glorioso. É semeado na fraqueza, mas ressuscita cheio de força. É semeado corpo animal, mas ressuscita corpo espiritual." 1 Cor 15,42-44

    E foi nestes termos que a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios expressou o poder do Evangelho nas mãos de meros seres humanos: "Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que claramente transpareça que este extraordinário poder provém de Deus e não de nós. Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos. Sempre trazemos em nosso corpo os traços da Morte de Jesus, para que a Vida de Jesus também se manifeste em nosso corpo. Estando embora vivos, somos a toda hora entregues à morte por causa de Jesus, para que a Vida de Jesus também apareça em nossa carne mortal. Assim em nós opera a morte, e em vós a Vida." 2 Cor 4,7-12

    Sobre sua espiritual condição, pois, ele vai concluir: "Portanto, prefiro gloriar-me de minhas fraquezas, para que em mim habite a força de Cristo. Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor a Cristo. Porque, quando me sinto fraco, então é que sou forte." 2 Cor 12,9b-10

    Por isso, declarou: "O que é estulto no mundo, Deus escolheu para confundir os sábios. E o que é fraco no mundo, Deus escolheu para confundir os fortes. E o que é vil e desprezível no mundo, Deus escolheu, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são." 1 Cor 1,27-28

    Pois, conforme o Evangelho Segundo São João, foi na Santa Cruz que Nosso Salvador chegou à Glória, como Ele mesmo disse em Jerusalém após o Domingo de Ramos: "É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado." Jo 12,23b

    Nela, por estranho que pareça, Ele atingiria o ápice de Sua Missão: "E quando Eu for levantado da terra, a Mim atrairei todos homens." Jo 12,32

    E por Suas indizíveis dores temos a cura, a Redenção, como a Primeira Carta de São Pedro relembrou o Livro do Profeta Isaías: "Por fim, por Suas chagas fomos curados (Is 53,5)." 1 Pd 1,24b

    Pois Cristo oferecerá total alento para todos males àqueles que enfrentarem as tribulações. Está entre as celestiais visões que foram registradas no Livro de Apocalipse de São João: "Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será Seu Pastor e os levará às fontes de Águas Vivas..." Ap 7,15b-16a

    Ele realmente promete um imponderável poder sobre esse mundo: "Então ao vencedor, àquele que praticar Minhas obras até o fim, lhe darei poder sobre as pagãs nações. Ele regê-las-á com cetro de ferro, como se quebra um vaso de argila, assim como Eu mesmo recebi o poder de Meu Pai..." Ap 2,26-28a

sexta-feira, 26 de junho de 2026

A Violência nos Desígnios de Deus

    Num tempo em que, de nossa pretensa civilidade, a paz parece ter-se tornado um imperativo moral, para muita gente é difícil compreender a violência que se vê nas páginas da Bíblia. Ou ainda mais complicado: que tal violência tenha sido tolerada, permitida, ordenada ou mesmo protagonizada por Deus. Ora, além de toda força usada contra os inimigos de Israel, e por isso chamado de Senhor dos Exércitos, Ele disse dos castigos que jurava contra Seu próprio povo em caso de transgressão. Está no Livro de Levítico: "Farei cair sobre vós a espada para vingar Minha Aliança. Se vos ajuntardes em vossas cidades, lançarei a peste em meio a vós e sereis entregues nas mãos de vossos inimigos. Tirá-vos-ei o pão, vosso sustento, de tal sorte que dez mulheres o cozerão em um só forno e vos entregarão por peso. Comereis e não ficareis saciados. Se, apesar disso, não Me ouvirdes, e ainda Me resistirdes, marcharei contra vós em Meu furor e castigá-vos-ei sete vezes mais, por causa de vossos pecados. Comereis a carne de vossos filhos e de vossas filhas." Lv 26,23-29

    E como sinal de seriedade, a Aliança de Deus com Abraão, ao conceder-lhe a Terra Santa, já havia envolvia sacrifícios: "'Toma uma novilha de três anos,' respondeu-lhe o Senhor, 'uma cabra de três anos, um cordeiro de três anos, uma rola e um pombinho.' Abrão tomou todos esses animais, e dividiu-os ao meio, colocando suas metades uma defronte da outra, mas não cortou as aves." Gn 15,9-10

    No mesmo sentido, alguns séculos mais tarde em Egito, a libertação do povo judeu não foi nem um pouco pacífica. Aí temos em cena a imolação de primogênito, como no sacrifício pedido por Deus a Abraão, de seu filho Isaque, agora levada a termo. No Livro de Êxodo, Deus diz: "Naquela noite, passarei através de Egito. E ferirei os primogênitos em Egito, tanto os dos homens como os dos animais, e exercerei Minha Justiça contra todos deuses de Egito. Eu sou o Senhor." Êx 12,12

    Sem dúvida, nessa atmosfera de constantes convulsões dos primeiros séculos de Israel, o Livro de Salmos instantemente canta ódio aos inimigos, como neste do rei Davi, reconhecendo a proteção de Deus: "Por vossa bondade, destruí meus inimigos e exterminai todos que me oprimem, pois sou Vosso servo." Sl 142,12

    E Deus chega a lhe prometer o sangue e a carne de seus adversários: "... para que no sangue deles banhes teus pés, e a língua de teus cães receba os inimigos como ração." Sl 67,24

    Ora, se Deus poupou Isaque, filho de Abraão, enquanto primogênitos não poupou São João Batista nem o próprio Jesus, que tiveram trágicos fins. Aliás, no Evangelho Segundo São Lucas, Nosso Salvador mesmo previa este destino para Seus opositores: "Quanto àqueles que Me odeiam, e que não Me quiseram por Rei, trazei-os e massacrai-os em Minha presença." Lc 19,27

    Contou algo semelhante na parábola das Bodas do Filho do Rei, quando os servos, enviados para chamar os convidados, foram ignorados, insultados e até assassinados. É do Evangelho Segundo São Mateus: "O Rei soube e ao extremo indignou-Se. Enviou Suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade." Mt 22,7

    De fato, Ele prometeu Sua Paz somente a Sua Igreja, mas, como esse dom é espiritual, alertava-a de sua difícil ventura neste mundo: "Não julgueis que vim trazer a Paz à Terra. Vim trazer não a Paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa." Mt 10,34-36

    O inferno também não é nenhuma amenidade, como vemos o juízo de Deus na parábola dos talentos: "Mau e preguiçoso servo! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. ... esse inútil servo, jogai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes." Mt 25,26.30

    A Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, ademais, apontou o Mistério do Mal, pelo qual se tem a impressão de que o Maligno prevalece neste mundo: "Porque o Mistério da Iniquidade já está em ação, apenas esperando o afastamento daquele que o detém." 2 Ts 2,7

    O inimigo, com efeito, após a Ascensão de Jesus destila toda sua fúria contra os filhos de Maria Santíssima, ou seja, contra a Santa Igreja Católica: "Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de seus descendentes, àqueles que guardam os Mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus." Ap 12,17

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A Fraqueza dos Fiéis

    Desde o início, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios já acusava os fiéis pelos desvios da Sã Doutrina, pela falta de compromisso com os Apóstolos e por facilmente abraçarem as 'novidades' que surgiam, já então renegando a Tradição dos Apóstolos, ou seja, a Tradição Oral, mais propriamente chamada Sagrada tradição: "Porque quando aparece alguém pregando-vos outro Jesus, diferente d'Aquele que vos temos pregado, ou se trata de receber outro espírito, diferente d'Aquele que haveis recebido, ou outro evangelho, diverso do que haveis abraçado, de boa mente aceitai-o." 2 Cor 11,4

    E por tal impostura a Carta de São Paulo aos Gálatas igualmente cobrou, quando ele se mostrou irredutível, determinando a excomunhão a quem não divulga a Sagrada Tradição: "Estou admirado de que tão depressa passeis d'Aquele que vos chamou à Graça de Cristo para um diferente evangelho. De fato, não há dois evangelhos: apenas há pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do Céu, vos anunciasse um diferente evangelho daquele que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar diferente doutrina da que recebestes, seja ele excomungado!" Gl 1,6-9

    A Carta de São Paulo aos Efésios rebate meras ingenuidades e frivolidades, afirma a hierarquia da Igreja e exorta ao amor como dom maior para a edificação da Santa Igreja Católica, que é o Corpo Místico de Cristo: "A uns Ele (Jesus) constituiu Apóstolos, a outros, profetas, a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do Corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade, da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus enganadores artifícios. Mas, pela sincera prática do amor, cresçamos em todos sentidos n'Aquele que é a Cabeça, Cristo." Ef 4,11-15

    Ao aproximar-se de seu martírio, sabendo que o rebanho ficaria mais vulnerável, a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo ainda advertiu que muitas pessoas, por devassidão ou mera falsidade, escolheriam mestres que fossem tolerantes com seus pecados: "Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a Sã Doutrina da Salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, para si ajustarão mestres. Apartarão os ouvidos da Verdade e atirar-se-ão às fábulas." 2 Tm 4,3-4

    A Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo, ademais, já havia atestado que suas revelações vinham do Espírito Santo, enquanto as falsas doutrinas eram obra do Maligno, que deprava consciências: "O Espírito expressamente diz que, nos vindouros tempos, alguns hão de apostatar da dando ouvidos a embusteiros espíritos e a diabólicas doutrinas, de hipócritas e impostores, marcados na própria consciência com o ferrete da infâmia..." 1 Tm 4,1-2pe

    E se a Palavra de Cristo é desonrada, especificamente por causa de tantas 'igrejas' que não se entendem, a Segunda Carta de São Pedro diz que isso se dá pela má conduta de falsos mestres, cuja marca é a cobiça, bem como de seus seguidores, que pecam contra a Unidade e semeiam rebeldia e ódio entre os irmãos: "Assim como entre o povo houve falsos profetas, entre vós também haverá falsos doutores que disfarçadamente introduzirão perniciosas seitas. Eles, assim renegando o Senhor que os resgatou, sobre si atrairão repentina ruína. Muitos segui-los-ão em suas desordens e deste modo serão a causa de o Caminho da Verdade ser caluniado. Movidos por cobiça, eles hão de vos explorar por palavras cheias de astúcia." 2 Pd 2,1-3

    Ora, no Evangelho Segundo São Mateus, o próprio Jesus predisse que ao longo dos séculos muitos seriam mesmo enganados: "Levantar-se-ão muitos falsos profetas, e seduzirão a muitos." Mt 24,11

    E combatendo heréticos, havia dito diz o que acontece com aqueles mais deslumbrados que os seguem: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Percorreis mares e terras para fazer um prosélito e, quando o conseguis, dele fazeis um filho do inferno duas vezes pior que vós mesmos." Mt 23,15

quarta-feira, 24 de junho de 2026

São João Batista

 

    Hoje se comemora o nascimento de São João Batista. O Evangelho Segundo São Lucas diz de seu pai São Zacarias, que era sacerdote (cf. Lc 1,5), e de sua mãe Santa Isabel: "Ambos eram justos diante de Deus e irrepreensivelmente observavam todos Mandamentos e preceitos do Senhor. Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de avançada idade." Lc 1,6-7

    E quando o Arcanjo São Gabriel apareceu a São Zacarias no Templo de Jerusalém, deixou-o assustado: "Mas o anjo disse-lhe: 'Não temas, Zacarias, porque tua oração foi ouvida: Isabel, tua mulher, dá-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos alegrar-se-ão com seu nascimento. Porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo. Ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, Seu Deus, e irá adiante de Deus com o Espírito e poder de Elias, para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à Sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto." Lc 1,13-17

    Em seu sexto mês de gestação, Santa Isabel recebeu a visita de Nossa Senhora, sua parenta, que, embora apenas engravidara de Jesus, foi ajudá-la. Esse episódio já mostrava o quanto a presença e a voz de Maria Santíssima são especiais: trazem em si o Espírito de Deus. E assim, por Nossa Mãe Celeste, se cumpriu a unção de São João Batista, anunciado por São Gabriel Arcanjo (cf. Lc 1,15): "Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se às pressas a uma cidade de Judeia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança agitou-se em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo." Lc 1,39-41

    E quando ele nasceu, seu pai recuperou a voz e começou a louvar a Deus, pois fora punido com mudez por não ter acreditado nas palavra de São Gabriel. O que fez com que os habitantes da Judeia ficassem ainda mais admirados: "E logo se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua, e ele falou, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos seus vizinhos. O fato divulgou-se por todas montanhas de Judeia. Todos que o ouviam, conservavam-no no coração, dizendo: 'Quem será este menino?' Porque a mão do Senhor estava com ele." Lc 1,66

    Pelo registro do lugar onde ele habitaria após os falecimentos de seus idosos pais, temos a indicação de que São João Batista era essênio, parte de um grupo asceta e messiânico judaico: "O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel." Lc 1,80

    Vemos, no Evangelho Segundo São Mateus, que suas vestes e alimentação também indicam hábitos essênios: "João usava uma vestimenta de pelos de camelo, e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre." Mt 3,4

    Assim como seu desprendimento material e doutrina de partilha: "Perguntava-lhe a multidão: 'Que devemos fazer?' Ele respondia: 'Quem tem duas túnicas, dê uma ao que não tem. E quem tem o que comer, faça o mesmo.'" Lc 3,10-11

    Nosso eremita falava com Deus, como se depreende de seu comentário que fez sobre Jesus depois de O batizar, no Evangelho Segundo São João: "Eu não O conhecia, mas Aquele que me mandou batizar em água, disse-me: 'Sobre Quem vires descer e repousar o Espírito, este é Quem batiza no Espírito Santo.'" Jo 1,33

    E como se podia esperar, ele mostrava-se absolutamente intransigente com a falta de compromisso com Deus, advertindo do Juízo Particular: "Dizia, pois, ao povo que vinha para ser batizado por ele: 'Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da iminente ira? Fazei uma realmente frutuosa conversão, e não comeceis a dizer: 'Temos Abraão por pai.' Pois, digo-vos: Deus tem poder para destas pedras suscitar filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores. E toda árvore que não der bom fruto, será cortada e lançada ao fogo.'" Lc 3,7-9

    Depois de batizar Nosso Senhor, pois, ele deu o testemunho para o qual foi incumbido por Deus: "No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a Ele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.' João havia declarado: 'Vi o Espírito descer do Céu em forma de uma Pomba, e repousar sobre Ele. Eu não O conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que Ele Se torne conhecido em Israel... dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus.'" Jo 1,29.31-32.34

terça-feira, 23 de junho de 2026

Jesus Submisso

 

    A Carta de São Paulo aos Gálatas apontou a submissão e a estrita condição de Jesus como judeu, referindo-se ao Antigo Testamento: "... Deus enviou Seu Filho, que nasceu de uma mulher e submetido à Lei..." Gl 4,4

    Também era submisso a São José e Nossa Senhora, como vemos na Páscoa em que tinha 12 anos, no Evangelho Segundo São Lucas: "Em seguida, desceu com eles a Nazaré e era-lhes submisso." Lc 2,51

    E enquanto mero Ser Humano, era reverente à Palavra de Deus que Ele próprio anunciava. Está no Evangelho Segundo São João: "Na Verdade, não falei por Mim mesmo, mas o Pai, que Me enviou, Ele mesmo prescreveu-Me o que devo dizer e o que devo ensinar. E sei que Seu Mandamento é Vida Eterna. Portanto, o que digo, digo-o conforme o Pai Me falou." Jo 12,49-50

    Revelou mais: "Se glorifico a Mim mesmo, Minha glória não é nada. Meu Pai é Quem Me glorifica, Aquele que dizeis ser Vosso Deus e, no entanto, não O conheceis." Jo 8,54b-55a

    Era por piamente corresponder aos preceitos do Pai, portanto, que Jesus Se apresentava como exemplo a ser seguido: "De Mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço, e Meu julgamento é justo porque não busco Minha vontade, mas a vontade d'Aquele que Me enviou." Jo 5,30

    Ele ensinou-nos a agir do mesmo modo: "E se o servo tiver feito tudo que lhe ordenara, porventura o Senhor fica devendo-lhe alguma obrigação? Assim vós, depois de terdes feito tudo que vos foi ordenado, também dizei: 'Somos inúteis servos. Apenas fizemos o que devíamos fazer.'" Lc 17,9-10

    Pregou desde o início, no Evangelho Segundo São Mateus, ainda no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,5.9

    Deu um prático exemplo de caridade: "Logo, se Eu, Vosso Senhor e Mestre, lavei vossos pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros." Jo 13,14

    Enfim, antecipou-nos o critério que usará seja no Juízo Particular, seja no Juízo Final: "Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado." Mt 23,12

    E por Sua Paixão, plenamente cumpriu os desígnios de Deus, como rezou enquanto agonizava no Monte das Oliveiras: "Pai, se é de Teu agrado, afasta de Mim este cálice! Não se faça, todavia, Minha vontade, mas sim a Tua." Lc 22,42

    Essa disposição em abraçar a Santa Cruz havia sido predita por Deus no Livro do Profeta Isaías: "Pois Ele próprio deu Sua vida e Se deixou colocar entre os criminosos, tomando sobre Si os pecados de muitos homens e intercedendo pelos culpados." Is 53,12b

    Ora, Ele morreu por dizer a Verdade, como os religiosos de Jerusalém O acusavam perante Pilatos: "Responderam-lhe os judeus: 'Nós temos uma lei, e segundo essa lei Ele deve morrer porque Se declarou Filho de Deus.'" Jo 19,7

    E enquanto Ser Humano, nada ocultou aos Apóstolos: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que Seu Senhor faz. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo que ouvi de Meu Pai." Jo 15,15

    Eis que a Carta de São Paulo aos Filipenses oportunamente recita o Hino Cristológico: "Sendo Ele de condição divina, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou a Si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens. E exteriormente sendo reconhecido como Homem, humilhou-Se ainda mais, tornando-Se obediente até a morte, e morte de Cruz." Fl 2,6-8

    Seus discípulos também atestaram na Carta aos Hebreus, sobre sua condição humana: "Nos dias de Sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, Àquele que podia salvá-Lo da morte, e foi atendido por Sua submissão. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve." Hb 5,7-8

    A Carta de São Tiago, no mesmo sentido, recomenda-nos: "Sede submissos a Deus. Resisti ao Demônio, e ele fugirá para longe de vós. Aproximai-vos de Deus, e Ele aproximar-Se-á de vós." Tg 4,7-8a

segunda-feira, 22 de junho de 2026

A Trindade Santa quer Habitar em Nós

    No Evangelho Segundo São João, Jesus prometeu que, se fôssemos verdadeiramente fiéis a Sua Palavra, Ele e o Pai viriam fazer morada em nós: "Se alguém Me ama, guardará Minha Palavra e Meu Pai amá-lo-á. E Nós viremos a ele e nele faremos Nossa morada." Jo 14,23

    Pois a moção do Espírito Santo, Ele já havia assegurado: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á Outro Paráclito, para que eternamente fique convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,16-17

    E assim é, através do Espírito Santo, que nos tornamos a Santa Igreja Católica, conforme a Carta de São Paulo aos Efésios: "E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito." Ef 2,22

    Porque, como se lê na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, o Divino Espírito também quer habitar em nós: "Ou não sabeis que vosso corpo é Templo do Espírito Santo, que habita em vós, o Qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?" 1 Cor 6,19

    Ora, enquanto primícia dos filhos de Deus, Jesus também foi Humano, e n'Ele Deus habitou. A Carta de São Paulo aos Colossenses diz: "Ele (Jesus) é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda Criação. Porque aprouve a Deus fazer n'Ele habitar toda plenitude e por Seu intermédio reconciliar Consigo todas criaturas..." Cl 1,15.19-20

    Nosso Salvador mesmo disse do poder de Sua Ressurreição, que atestaria a Comunhão dos Santos: "Naquele dia conhecereis que estou em Meu Pai, e vós em Mim e Eu em vós." Jo 14,20

    E esse é o poder de Sua Palavra: "E, se julgo, Meu julgamento é conforme a Verdade, porque não estou sozinho, mas Comigo está o Pai que Me enviou." Jo 8,16

    Com efeito, o Espírito de Deus sempre esteve com Jesus, como vemos após Seu Batismo (cf. Mt 3,17) e assim continuou, quando foi tentado. Está no Evangelho Segundo São Lucas: "Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e pelo Espírito foi levado ao deserto..." Lc 4,1

    Era o Espírito de Deus que dava poder a Jesus, enquanto Ser Humano, como Ele disse no Evangelho Segundo São Mateus: "Mas se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, então para vós chegou o Reino de Deus." Mt 12,28

    Ademais, Ele deixou ordenado o Sacramento do Batismo em Nome das Três Pessoas de Deus: "Ide, pois, e fazei que todas nações se tornem discípulos, batizando-as em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo..." Mt 28,19

    E nestes termos atestou a Comunhão da Santíssima Trindade, na última noite entre os Apóstolos: "Muitas coisas ainda tenho a vos dizer, mas agora não podeis suportá-las. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensiná-vos-á toda Verdade, porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciá-vos-á as coisas que virão. Ele glorificá-Me-á, porque receberá do que é Meu e vos anunciará. Tudo que o Pai possui é Meu. Por isso, Eu disse: 'Há de receber do que é Meu e anunciá-vos-á.'" Jo 16,12-15

    Versando sobre nossa aptidão para a caridade, portanto, a Carta de São Paulo aos Romanos afirma: "Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5

    E por mais de uma vez Jesus falou de Duas Outras Pessoas de Deus: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais Vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo àqueles que LhO pedirem." Lc 11,13

    Por fim, é da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios esta inspiração que retrata as Três Pessoas de Deus naquelas que seriam Suas mais características manifestações, repetida como oração inicial pelo Sacerdote na Santa Missa: "A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!" 2 Cor 13,13

domingo, 21 de junho de 2026

Amar a Deus

 

    Em Suas pregações, Jesus mencionou essa passagem do Livro de Deuteronômio como mais o importante Mandamento. Está no Evangelho Segundo São Marcos: "Amarás o Senhor, Teu Deus, com todo teu coração, com toda tua alma, com todo teu entendimento e com toda tua força...(Dt 6,5)" Mc 12,30

    Devemos amar de todo coração porque é ele que nos identifica, como Nosso Salvador disse no Evangelho Segundo São Marcos: "Porque onde está teu tesouro, lá também está teu coração." Mc 6,21

    E assim concluiu no Evangelho Segundo São Mateus: "O homem de bem tira boas coisas de seu bom tesouro. O mau, porém, tira más coisas de seu mau tesouro." Mt 12,35

    Pois como contou na parábola do Semeador, apontada no Evangelho Segundo São Lucas, é aí que se travam as grandes batalhas da : "... mas depois vem o Demônio e lhes tira a Palavra do coração..." Lc 8,12

    Devemos amar de toda alma porque nossa adoração deve ser perfeitamente interiorizada. No Evangelho Segundo São João, Ele revelou: "Deus é Espírito, e Seus adoradores devem adorá-Lo no espírito e na Verdade." Jo 4,23-24

    É o que Nossa Senhora sempre fez, e por isso cantou no Magnificat, porque para isso ela está preparada desde que foi concebida: "Minha alma glorifica ao Senhor, e meu espírito exulta em Deus, Meu Salvador." Lc 1,46-47

    E a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo recomendou-lhe o exercício da piedade em seu verdadeiro sentido, o das práticas religiosas, pois não se pode esquivar dos compromissos da fé, dos quais a Santa Missa é o principal (cf. Lc 22,19): "Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da presente e da futura Vida." 1 Tm 4,8

    Devemos amar de todo entendimento porque a Revelação tem sua lógica. A Primeira Carta de São Pedro pede plena consciência da vida espiritual em Cristo: "Estai sempre prontos a responder em vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito." 1 Pd 3,15

    Ele diz que a boa consciência é a razão do Sacramento do Batismo: "Esta água prefigurava o Batismo de agora, que também salva a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma boa consciência, pela Ressurreição de Jesus Cristo." 1 Pd 3,21

    Eis que a Carta de São Paulo aos Efésios adverte: "Portanto, eis o que digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas frívolas ideias. Eles têm o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o endurecimento de seu coração mantêm-lhes afastados da Vida de Deus. Indolentes, entregaram-se à dissolução, à apaixonada prática de toda espécie de impureza." Ef 4,17-19

    E devemos amar de toda força porque o empenho de nossa vida deve ter um só sentido. A Carta de São Paulo aos Romanos estimula à caridade, seja espiritual, seja material: "Não relaxeis vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade." Rm 12,11.13

    A Carta de São Tiago argumenta: "Por exemplo: um irmão ou irmã não têm o que vestir e falta-lhes o pão de cada dia. Então, se algum de vós lhes disser: 'Ide em Paz, aquecei-vos e comei bastante' e, no entanto, não lhes der o necessário para o corpo, que adianta isso?" Tg 2,16-17

    E a Carta de São Paulo aos Efésios afirma que esse é nosso único Caminho, que é a própria Santa Igreja Católica, instituída por Nosso Senhor: "... até que todos tenhamos chegado à Unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. ... pela sincera prática da caridade, cresçamos em todos sentidos..." Ef 4,13.15a

    E a Primeira Carta de São João resumiu: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, nele não está o amor do Pai." 1 Jo 2,15