quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Igreja Católica: Sustentáculo da Verdade

    Por força do próprio poder de Deus, os Apóstolos tornaram-se fieis transmissores dos ensinamentos de Jesus, como se viu logo após Sua Ascensão aos Céus, no Evangelho Segundo São Marcos: "Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles, e confirmava Sua Palavra com os milagres que a acompanhavam." Mc 16,20

    Com efeito, no Evangelho Segundo São Lucas, Jesus havia-lhes garantido: "... porque Eu vos darei uma Palavra cheia de Sabedoria, à qual vossos adversários não poderão resistir nem contradizer." Lc 21,15

    Foi, portanto, pelo testemunho dos Apóstolos, primeiros Sacerdotes da Igreja Católica (cf. At 1,8/), que os Evangelhos foram escritos. O Amado Médico diz dos fatos neles contidos: "... como nos transmitiram aqueles que desde o princípio foram testemunhas oculares, e que se tornaram Ministros da Palavra." Lc 1,2

    E para que todos nós acolhêssemos o anúncio dos Apóstolos, Jesus rezou ao Pai a Oração da Unidade, como está no Evangelho Segundo São João: "Não rogo somente por eles (Apóstolos), mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em Mim." Jo 17,20

    E havia garantido aos Onze nesta mesma noite, quando se deu a Santa Ceia: "Se guardaram Minha Palavra, também hão de guardar a vossa." Jo 15,20b

    Quanto à Igreja Apostólica, pois, enquanto guardiã da Palavra, ela, e não a Bíblia, é o próprio sustentáculo da Verdade. A Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo diz: "E aqueles que bem desempenharem este Ministério, alcançarão honrosa posição e grande confiança na , fundada em Jesus Cristo. Estas coisas escrevo-te, mas muito em breve espero ir visitar-te. Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na Casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da Verdade." 1 Tm 3,13-15

    E prevendo difíceis tempos, 'pastores' sob encomenda, a Carta de São Paulo a São Timóteo obrigou-o: "Eu conjuro-te em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por Sua Aparição e por Seu Reino: prega a Palavra, oportuna e importunamente insiste, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a Sã Doutrina da Salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, para si ajustarão mestres. Apartarão os ouvidos da Verdade e atirar-se-ão às fábulas. Tu, porém, em tudo sê prudente, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te a teu Ministério." 2 Tm 4,1-5

    E mesmo que nossos Santos enfrentem o martírio, a Palavra, inspirada pelo Espírito de Deus, jamais será refreada. Ele segue: "Lembra-te de Jesus Cristo, saído da estirpe de Davi e ressuscitado dos mortos, segundo meu Evangelho, pelo qual estou sofrendo até as cadeias como um malfeitor. Mas a Palavra de Deus não se deixa acorrentar." 2 Tm 2,8-9

    Cabe aos cristãos, então, corajosamente a viver e divulgar, segundo exortação da Carta de São Paulo aos Filipenses: "Fazei todas coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, íntegros filhos de Deus em meio a uma depravada e maliciosa sociedade, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a Palavra da Vida." Fl 2,14-16a

    A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, contemplando-os, afirmou: "Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso Ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus Vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações." 2 Cor 3,3

    Sabemos, portanto, que não há nova revelação, nem nova verdade, nem solução com a qual a humanidade possa ater-se, além do próprio Redentor. Na Carta aos Hebreus, os seguidores da tradição de São Paulo firmaram: "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda eternidade." Hb 13,8