domingo, 5 de abril de 2026

O Domingo da Ressurreição

    Ao ressuscitar, primeiro Jesus apareceu a Santa Maria Madalena, como está no Evangelho Segundo São João: "No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro... ... voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não O reconheceu. Perguntou-lhe Jesus: 'Mulher, por que choras? Quem procuras?'. Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: 'Senhor, se tu O tiraste, dize-me onde O puseste e eu irei buscá-Lo.' Disse-lhe Jesus: 'Maria!' Voltando-se ela, exclamou em hebraico: 'Rabôni!' (que quer dizer Mestre)." Jo 20,1.14-16

    Depois, apareceu a São Pedro, como o Evangelho Segundo São Lucas registrou: "Todos diziam: 'O Senhor verdadeiramente ressuscitou, e apareceu a Simão.'" Lc 24,34

    Apareceu mais uma vez, no início da tarde: "Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para um povoado chamado Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o próprio Jesus aproximou-Se deles e com eles caminhava. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados, e não O reconheceram. Aconteceu que, estando sentados à mesa, Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-O e serviu-lhO. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu." Lc 24,13-16,30-31

    Enfim, apareceu ao Colégio dos Apóstolos, com a exceção de São Tomé: "Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-Se em meio a eles. Disse-lhes Ele: 'A Paz esteja convosco!' Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor." Jo 20,19-20

    De fato, Nosso Senhor havia advertido os Apóstolos que Sua Ressurreição, evidenciada por Sua aparição, seria a definitiva prova de Sua Divindade, da Santíssima Trindade e de Sua Comunhão com a Santa Igreja Católica: "Ainda um pouco de tempo e o mundo já não Me verá. Vós, porém, tornareis a ver-Me, porque Eu vivo e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou em Meu Pai, vós em Mim e Eu em vós." Jo 14,19-20

    Ele ainda prometeu que, após Sua dolorosa Paixão, Sua aparição seria a razão da maior alegria que os Apóstolos poderiam ter: "Assim vós: sem dúvida, agora também estais tristes, mas hei de vos ver outra vez, e vosso coração alegrar-se-á, e ninguém vos tirará vossa alegria." Jo 16,22

    E, note-se, logo na primeira aparição ao Colégio dos Apóstolos, zeloso da Salvação das almas, Nosso Salvador instituiu o Sacramento da Confissão: "Disse-lhes outra vez: 'A Paz esteja convosco! Como o Pai Me enviou, Eu também vos envio.' Depois dessas palavras, soprou sobre eles, dizendo-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos." Jo 20,21-23

    Assim o domingo passou a ser o dia da celebração da Santa Eucaristia, como os Doze sempre fizeram e ensinaram e São Paulo continuou. No Livro de Atos dos Apóstolos, o Amado Médico apontou: "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o Pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite." At 20,7

    E a Carta de São Paulo aos Colossenses ensina, dizendo o que o Antigo Testamento representou: "Ninguém vos critique, pois, por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. Tudo isto não é mais que sombra do que devia vir. A realidade é o Corpo de Cristo." Cl 2,16-17

    Tradição que já estava muito bem consolidada ao tempo das revelações do Livro de Apocalipse de São João, onde vemos que o primeiro dia da semana passou a se chamar 'Dies Dominicus', abreviado para 'Dominus', que em latim quer dizer 'Dia do Senhor', nosso Domingo: "Revelação de Jesus Cristo, que Lhe foi confiada por Deus para manifestar a Seus servos o que em breve deve acontecer. Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, forte voz como de trombeta que dizia: 'O que vês, escreve-o num Livro e manda-o às sete igrejas..." Ap 1a.10-11a